O JAPÃO APERTOU O BOTÃO DO CAOS

a gente acaba tendo um grande problema, porque dá o sinal pro mercado que aquele momento ou aqueles anos dourados que nós tivemos aí nos últimos 20 anos de captação a custo quase zerado no Japão está chegando ao fim. O Japão tinha cerca de 3.2 trilhões de dólares investido no resto do mundo, só com recurso japonês, que isso aqui é tão maléfico pra economia, é porque a gente começa a ter ali um efeito dominó. Porque o maior credor hoje que a gente tem num ambiente internacional é o Japão. Se ele começa a retirar o seu recurso, por exemplo, de como de treasures americanos, isso aqui começa a jogar uma pressão para dentro do mercado. Olá, senhoras e senhores. Quase já chegando no fim de ano, você já falando, Manuel, pensei que você já tava de férias. Não, aqui o show não para. O Lucão não deixa. Ele fala que ele é incessante. E estamos aqui com aquela bomba de final de ano que é Japão preocupa. Mas antes de mais nada, você tá aqui no nosso querido canal, a UVP Capital. Muito obrigado por estar aqui com a gente ao longo de todo 2025 com esse programa novo aqui, o Conexão Capital. Deixa aquele joinha se fizer sentido para você e eu tenho certeza que se você gostou, você já tá inscrito e já tá chamando lá todos seus parças, como diria o meu amigo Douglas, fã do Neymar, que tá aí fazendo a inscrição com a gente. Fechou? Então, quero trazer para vocês aqui um dado que deixa a gente um pouquinho com pé atrás. Será que vai ter um terremoto lá na terra que mais tem terremoto, que é o querido Japão, aonde vê o sol nascer primeiro que todo mundo, que a gente viu aí agora recentemente, no último mês, em novembro, os títulos de endividamento do governo japonês, os famosos treasuries, não é bem treasuries, mas aqui só para vocês entenderem como que faz ali aquela precificação, é como se fosse um título aqui igual a CELIC ou LFT, NTNB, só que lá do governo japonês de 20, de 30 e de 10 anos, todos eles tiveram Era um grande aumento exponencial no mês de novembro. E isso significa o que, Manuel? Subiu para 15% igual aqui no Brasil? Não, porque o Japão é meio controlado, ali, tem toda aquela paciência, ali tem toda aquela longevidade. Imagina você chegando a mais ou menos 90, 95 anos com um país pagando ali uma taxa de 15%, cara, ia ter um infarto. Aí ninguém sobrevivia, ninguém conseguia. O Japão subiu para incríveis 2.7. Você fala: “Manuel, só 2.7? Por que que você tá fazendo esse alarme todo?” É porque o Japão sempre foi o fornecedor de taxa de juros baixa pro mundo inteiro. Que que é fornecedor, Manuel? Você lembra do Carry Trade que eu já expliquei aqui no nosso canal? Um dos primeiros vídeos aqui do conexão capital é basicamente o que a gente tá tendo aqui agora. esse aumento de taxa de juros de longo prazo, de 10, 20, 30 e até 40 anos lá no governo japonês, dos títulos do governo japonês, a gente acaba tendo um grande problema, porque dá o sinal para o mercado que aquele momento ou aqueles anos dourados que nós tivemos aí nos últimos 20 anos de captação a custo quase zerado no Japão está chegando ao fim. não vai ter mais essa historinha, não vai ter mais essa capacidade de pegar dinheiro emprestado a um custo quase zero no Japão ou até negativo em alguns anos que aconteceu dentro do ambiente japonês e fazer aquela malha manobra de mandar para um outro país que tá pagando uma taxa melhor e a famosa arbitragem entre taxas. Isso aqui não está mais sendo possível, parece que cessou. É aquela força invisível que segurou boa parte dessa liquidez ou desse crescimento aí nos últimos 30 anos. É basicamente o que o Japão foi. Ele foi essa engrenagem aí de fazer a locomotiva continuar funcionando através de um financiamento muito barato, através de um fornecimento de dinheiro aí com custo zerado e fazendo essa famosa arbitragem que é o famoso carry trade. Então, como o Japão sempre foi o grande criedor do planeta, desde ali da década de 90, onde ele reduziu sua fornecimento aí de recurso a uma taxa de juros quase zerada e negativa em alguns ambientes, como foi ali desde dos anos 2000, mais voltado ali pra parte zerada e 2016 chegou até negativo. Isso aqui controlou ao longo de todos esses anos aí, quase 25 anos, uma taxa de juros artificial baixa, ou seja, um controle artificial da curva de juros. Não tinha ali um embasamento sólido ou orgânico de um crescimento linear. Isso aqui foi meio que uma indução forçada através de uma máquina ali totalmente orquestrada. Isso gerou aquela sensação de que todo mundo que pegava dinheiro no Japão não iria ganhar nenhum recurso ou não iria conseguir rentabilizar esse recurso que estava pegando dentro do próprio Japão, porque não tinha incentivo nenhum para você continuar investindo ali dentro do governo japonês ou de títulos de dívida do Japão, porque a taxa era muito baixa. Então o que que basicamente fazia? pegava esse dinheiro e investia em títulos públicos de endividamento de outras nações, como o próprio Estados Unidos, como o próprio Brasil, que foi um dos principais impactados positivamente, não somente o Brasil, outros países emergentes, China também, Europa também, com todo o seu problema fiscal ali que já teve ao longo ali, por exemplo, da crise de subprime, Grécia sabe muito bem disso. A gente teve sempre esse incentivo aí do Japão através desse team. Só para vocês terem uma noção, em 2024, no famoso ano passado, o Japão tinha cerca de 3.2 trilhões de dólares investido no resto do mundo, só com recurso japonês captado tendo fund ali dentro do Japão. Desse valor de 3.2 trilhões, cerca de 1.1 trilhões estava alocado somente em títulos públicos dos Estados Unidos, os famosos treas. É dinheiro pra caramba. É muita grana que o Japão ali tava fornecendo. Isso aqui movimenta, isso aqui faz preço, isso aqui faz aquela famosa teoria também do milkshake, que você vai acabando atraindo toda a liquidez devido a fortalecimento ou a força do dólar perante a outra cesta de moeda, que em 2025 não está acontecendo mais dessa forma, mas que por muitos anos foi uma realidade que tinha aí como certa para sempre dentro da economia. Mas como você sabe, como você é um investidor aqui sagaz, você sabe que nunca é para sempre. sempre vai ter ali algum probleminha. Isso eu posso trazer pra você. Sempre vai ter volatilidade na sua vida. pode dormir hoje e acordar daqui 20 anos, você vai olhar pra história e teve volatilidade, não tem como. Isso é inerente ao mundo. E ainda bem que existe a volatilidade para também ter crescimento. Basicamente dentro desse valor que o Japão tinha investido aí de 3.2 2 trilhões dentro do mercado internacional, como eu disse, boa parte dentro do mercado americano, o restante estava ali em Europa, uma parte no mercado emergente e até mesmo em próprio título de crédito privado, vamos dizer assim, não necessariamente em títulos de dívida de renda fixa voltado pro mercado privado, mas títulos ali voltados para o mercado privado que o Japão comprava. Então a gente sempre teve uma história que é Europa passava sufoco, Japão lá e aparecia para salvar. Que que é passar esse sufoco? tá tendo algum problema com déficit fiscal, com dividamento alto, Japão vai lá, pega a sua captação com custo mais baixo e aloca recurso lá para comprar os títulos, para conseguir dar liquidez e para conseguir dar aquele fô e para dar um OK na taxa de câmbio da respectiva moeda, que no caso da Europa ali a gente tem dentro da zona do euren e outros países ali também que tem moedas independentes, como é o caso ali da Libra dentro da Grã-Bretanha. Países emergentes, a mesma coisa. tá tá tendo problema com as suas respectivas moedas, que tá faltando dólar no mercado ou não tá faltando dólar no seu mercado em específico. O Japão também ia ocorria através de alocação de recurso, visto que a taxa de juros nesses países estavam mais alto, tava tendo ali uma maior atratividade. Então tinha aquela famosa arbitragem, tinha o famoso carry trade ali que acabava incentivando mais ou menos aí por 25, 30 anos, se você for voltar ali para o comecinho ou para metade dos anos 90, você teve isso aqui como verdade absoluta. Isso que fez movimentar bastante o mercado. Só que agora mudou um pouco a história, porque como eu disse para vocês, os títulos de 20 anos bateu essa taxa de 2.7, os títulos de 30 anos chegou ali próximo de 3.6, os títulos de 40 anos chegou próximo de 3.7. Essa é uma taxa muito alta. Isso aqui dá uma sensibilidade que para o governo japonês há a necessidade ali de aumento de taxa de juros. E se começa a ter essa necessidade de aumentar a taxa de juros dentro do próprio ambiente japonês, não faz mais sentido de quem pegou o recurso dentro do Japão manter esse recurso fora. Porque quando você faz uma conta de conversão de moeda e principalmente agora, como você tem boa parte do seu recurso sendo alocado em dólar e tá tendo essa desvalorização do dólar até mesmo perante a Yen, você vê que você tem um risco cambial. E se por outro lado agora alocar no próprio Japão começa a ser mais vantajoso, porque a taxa de juros tá em tendência de alta, não faz mais sentido você correr esse risco aqui, porque na maioria das vezes você pode ter até um retorno ou zerado ou até mesmo negativo. Então muitas pessoas estão começando a desfazer esse famoso carry trade. E isso aqui traz volatilidade pro mercado porque dá uma visão diferente para o mercado em relação a esse aspecto em específico. Então o investidor japonês começa a se proteger com relação ao câmbio, como eu disse para você. E essa diferença entre a taxa de juros nos Estados Unidos e a taxa do Japão não tá tão alta como era antes. E isso aqui agora começa a ser factível você começar a trazer ou repatriar parte do dinheiro ali para dentro do ambiente japonês. E isso fica aí muito mais atrativo. Aí você deve estar se perguntando, Mel, mas só esse movimento esse aqui é tão maléfico pra economia? É porque a gente começa a ter ali um efeito dominó. Porque o maior credor hoje que a gente tem no ambiente internacional é o Japão. Se ele começa a retirar o seu recurso, por exemplo, de como de treasures americanos, isso aqui começa a jogar uma pressão para dentro do mercado. E existe até uma repercussão global e num momento mais extremo que se isso aqui acontecer de forma expressiva e num grande volume como já está acontecendo, isso aqui pode gerar uma pressão dentro da própria taxa de juros dos Estados Unidos. Não tô dizendo que isso aqui vai acontecer, mas pode dar um indicativo de necessidade de aumento de 20 a 50 pontos base dentro da taxa de juros americano. É claro que nesse momento os Estados Unidos está em tendência de redução de taxa de juros e não em aumento. E essa tendência aqui pode atrapalhar essa redução. Então pode ser um balde de água fria dentro do mercado que já está ali com uma expectativa mais sendo reduzida. Então isso aqui pode provocar toda uma volatilidade. Isso aqui pode provocar as taxas de hipoteca de financiamento imobiliário nos Estados Unidos, que vocês já até viram que tem aí todo um programa do Donald Trump de aumentar a hipoteca de 30 para 50 anos. Então isso aqui pode gerar uma volatilidade em crédito corporativo, os famosos bons de corporações e até mesmo o financiamento público. Então isso aqui pode trazer muita volatilidade e pode jogar o valuation das empresas que aí voltada para equat baixo e aí a gente tem uma correção em todo o mercado e a gente começa a ter uma necessidade de liquidez no mercado. É claro, o Japão, por si só, esse movimento que está acontecendo, ele não vai ser o responsável por quebrar o mundo ou para levar o mundo para uma recessão, mas ele pode ser um alerta para outros problemas que existem, como endividamento altíssimo dos Estados Unidos, entre outras nações desenvolvidas dentro da zona do euro, por exemplo, que tem ali um déficit. A França tem um déficit muito alto e tem um endividamento em relação ao PIB também para um país desenvolvido muito alto. Tanto que pensam que a França pode ser a Grécia 2.0 da zona do euro. Então a gente pode levar aí a um grande problema em escala. E é claro, esse desfazimento aí do carry trade através do IEN, isso aqui pode gerar aí uma aceleração massiva. E esse é um problema até mesmo pro próprio Japão, porque hoje o Japão ele tem uma bomba fiscal na sua mão, mesmo que ele não tenha um endividamento de curto prazo muito alto em relação à respectiva taxa de juros, agora boa parte do seu endividamento já está travada a uma taxa para o longo prazo, mas ele tem um grande problema. O Japão hoje tem um endividamento em relação ao seu produto interno bruto famoso PIB de cerca de 263%. Iss aqui é um dos maiores endividamentos, é o maior endividamento entre países desenvolvido. Isso aqui é muito expressivo. Você tem aqui um custo fiscal com esse endividamento muito alto. O Japão tem cerca aí de 1.4 trilhões de N em dívida. É um valor muito muito alto e que ele gasta cerca de 25 trilhões por ano só com pagamento de juros. Então existe aí uma possibilidade que se o patamar de juros aí do Japão aumentando agora como está aumentando nesse momento e se manter pelos próximos anos, 5, 10 anos, isso aqui pode elevar o pagamento de juros dentro do ambiente japonês da através desse endividamento de 25 trilhões por ano por cerca de 35 a 40 trilhões. Então é um próprio problema até mesmo para o Japão e isso é um problema insustentável e severo e que precisa ali de uma cautela e que uma hora outra também a conta ia chegar porque não adianta você ser inflando todo esse endividamento mundial por anos e por anos, por 30 anos, por exemplo, e uma hora a conta ia chegar, não somente pro Japão, mas para outras instituições, para outros governos, isso aqui também iria acabar chegando uma hora ou outra. Então, dentro desse contexto geopolítico, eu quero trazer aqui para vocês que por muitos anos o mundo entendeu e aceitou que a gente tinha aí o Japão sendo um dos maiores financiadores da dividamento americano, não somente Japão, China também e até mesmo a Europa em um certo grau. Então isso aqui se tornou uma realidade ou se tornou algo normal e que o mundo aceitou e cada vez mais inflano, a gente teve aí cada vez mais o aumento do endividamento de forma geral. Agora, com juro subindo dentro do ambiente japonês, menos dinheiro vai para os Estados Unidos. Aquela teoria do milkshake não começa a ser tão atrativo agora, porque o risco retorno não está tão atrativo para você fazer esse investimento dentro do ambiente americano, visto que tem toda essa problemática agora com fund mais caro dentro do ambiente japonês e fomentando muito mais investimento interno do que externo. Então você sabe exatamente que os Estados Unidos tm uma grande necessidade de financiamento externo, tanto do Japão, da China e da Europa, em determinados momentos da história, sempre foram essas três fontes ali de recurso de forma substancial. E os Estados Unidos tem um outro problema, que é ele tem hoje um déficit fiscal de cerca de 6% do seu PIB. Isso aqui é um grande problema. E você não tendo mais o seu maior credor como o seu maior financiador ali, que é no caso o Japão, isso aqui pode trazer mais pressão pros títulos públicos americanos e pode pressionar a taxa de juros de forma geral dos Estados Unidos e pode trazer volatilidade para o mercado como um todo, porque isso já aconteceu na história. Isso não é algo novo. No sentido de volume, sem dúvida nenhuma, a gente tá no momento da história com o maior volume de endividamento da nossa história. Mas na história já aconteceu cenários de ter ali uma grande nação e uma outra nação que faz ali o fornecimento ou que é ali o financiador de todo esse crescimento. A gente teve ali a Holanda que financiava o Império Britânico. A gente teve a Grã-Bretânia que chegou a financiar em algum momento ali até mesmo o próprio Estados Unidos e a parte da Europa. E agora os Estados Unidos, que acabava sendo um dos países que financiou toda a economia de forma geral após o pós-guerra. Então a gente teve aí toda essa mudança aí de cenário. Então a gente vê agora como que o cenário tá se moldando de forma desfavorável pros Estados Unidos. A gente vê um cenário diverso, a gente vê um cenário muito mais desafiador do que necessariamente um cenário claro. Não quer dizer que vai entrar numa recessão ou que vai quebrar de uma hora para outra, mas é que a gente tem um cenário de mais volatilidade pela frente. E isso é importante você estar atento e você fazer a leitura desses sinais. Por quê? Isso aqui nunca aconteceu antes. A gente nunca teve antes esse nível de taxa de juros no Japão, como a gente está tendo agora com os título de 20, de 30, de 10 e até de 40 anos. Então esse é um ponto de atenção. Perfeito. Pra gente já ir finalizando e trazer para vocês aqui possíveis cenários que podem acontecer daqui em diante, a gente tem alguns cenários aqui que são factíveis, outros menos factíveis e outros que têm uma probabilidade maior de acontecer. Tem aqui um cenário básico que é um ajuste lento e doloroso de toda essa parte de endividamento, mas sem uma crise severa ou sem uma grande depreciação de forma acelerada de todo o mercado. A gente vê uma forma mais calma de ser acentuada à economia, ou seja, uma forma mais equilibrada, vai ter ali uma tempestade, mas não é aquela tempestade severa. A gente tem ali um cenário de estresse maior que tem ali uma probabilidade hoje menor de acontecer isso. se acontecer aí traz sem dúvida nenhuma grande volatilidade para o mercado que aí a gente tem um ajuste fiscal, a gente tem aí um ajuste do endividamento de uma forma muito mais expressiva e aí a gente pode ter esse reflexo dentro do mercado de equity caindo aí por cerca de 20 a 30%. E dentro de um cenário otimista, o Japão consegue acelerar aí o seu processo de crescimento e até de expansão fiscal, que ele está até nesse momento com a atual ministra, que está fazendo esse processo aí de aceleração da economia japonesa sem provocar inflação dentro do ambiente japonês. Isso aqui é um cenário um pouco menos provável de acontecer e seria aqui o cenário mais otimista, mas a gente não pode descartar que isso aqui pode acontecer também. e o cenário de risco extremo, que aí a gente tem aí uma probabilidade também bem menor agora, mas que existe também da gente ter aí uma crise global sincronizada com os movimentos se alinhando. Japão retirando recurso, não sendo mais o financiador do mundo. Os Estados Unidos tendo problema com o alongamento do seu endividamento. Europa também num momento delicado, com endividamento alto, entre outros países. A China não tá também nos seus melhores momentos, tendo seus problemas internos. Sincronizando tudo isso aqui, a gente pode gerar numa grande volatilidade, numa grande correção do mercado de forma geral e uma grande busca por liquidez e todo mundo buscando só aquilo que faz sentido no sentido de segurança, que aí são os famosos ativos reais para dentro de uma carteira. Nenhum cenário é confortável. O que a gente tem aqui é que a gente tem uma mudança estrutural muito significante. A gente parou de ter aquele custo de fund a custo zero. A gente tem agora realmente uma realidade totalmente adversa do que a gente teve pelos últimos 30 anos. E isso aqui era inevitável que se um dia isso aqui acontecer, porque a matemática você sempre esteve ali desde o seu ensino maternal ao seu ensino médio, desde a faculdade. Você sempre entendeu que a matemática nunca mente. E agora ela tá dizendo a verdade. Ela começou a cobrar, falou: “Ó, por muitos anos vocês me ignoraram, vocês fizeram aí uma expansão do endividamento de forma acelerada, nunca levaram a matemática em consideração. Agora a conta chegou e o dinheiro barato acabou. você não tem mais como fazer a inflagem de um crescimento ou controlar artificialmente aí com custo zero. Agora a conta tá chegando porque todo mundo tá aí na famosa bomba fiscal em boa parte dos países, não somente países desenvolvidos, como também os países emergentes, que sempre foi uma realidade de boa parte, até o Brasil que diga, sempre teve problema aí com a sua grande bomba fiscal e não é diferente agora com países desenvolvidos, que aí é o grande problema e principalmente o Japão que tem aí uma grande bomba fiscal na sua mão. que eu quero trazer para vocês é: tenha calma e nesses momentos de volatilidade, você precisa todo momento mensurar o risco de exposição da sua carteira. É aquela famosa máxima que eu sempre falo, não deixe o seu portfólio exposto ao risco de ruína. Como que eu faço o gerenciamento da minha carteira aqui? É com a gente. Venha para UVP aqui capital que a gente tem a consultoria número um do BTG. A gente baixou ali a nossa barreira de entrada. Agora todo mundo que tem ali pelo menos 300.000, eu sei que 300.000 1000 é um valor às vezes elevado para um ou outro, mas a gente reduziu de 500 para 300.000. A gente quer reduzir mais ainda, ainda não é possível, mas se você tem 300.000 e tem ali a necessidade de ter o olhar de um profissional de mercado, a UVP Capital aqui através da nossa consultoria está disponível para conseguir fazer o melhor gerenciamento da sua carteira. E vem aí conversar com a gente pra gente avaliar se faz sentido ou não para você. Se você sempre tiver olhando para essa máxima, você vai conseguir fazer ali o gerenciamento do seu risco. Não quer dizer que você não vá sofrer, porque num momento de adversidade que a gente possa ter uma grande crise, sofrimento sempre vai acontecer. Mas o foco aqui é sobreviver para conseguir crescer no longo prazo, porque sempre vai ter também uma luz lá no fim do túnel. Perfeito. Mais uma vez, muito obrigado por ter chegado até o final no seu programa aqui de tradição e no nosso querido canal aqui, a UVP Capital. Yeah.

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O mercado financeiro global estremeceu com um movimento silencioso vindo do outro lado do planeta. Em novembro de 2025, o rendimento de um título de 20 anos do governo japonês alcançou 2,745% — um número pequeno à primeira vista, mas que encerra três décadas de uma política monetária que sustentou o mundo com juros baixos. A era do dinheiro barato acabou. E quem não entender isso agora, vai pagar a conta.

Neste episódio do Conexão Capital, você vai entender como o mercado de títulos do Japão, por muito tempo ignorado pelo investidor comum, era a verdadeira espinha dorsal da liquidez global. Descubra por que o fim do “carry trade” japonês pode significar o início de uma repatriação em massa de capital, afetando diretamente juros nos EUA, Europa e países emergentes como o Brasil.

Com dados históricos e explicação direta, o programa mostra como a volta dos juros no Japão muda a lógica da alocação internacional. Entenda como o risco cambial, o custo de hedge e a relação déficit/PIB nos EUA estão sendo reavaliados por grandes gestores.

Você vai ver por que o Japão é ao mesmo tempo o estopim e a maior vítima dessa virada. Com 263% de dívida em relação ao PIB, o país asiático está diante de um dilema fiscal que desafia os fundamentos da democracia capitalista moderna. Quando a república da terceira idade precisa manter aposentadorias e ainda pagar juros crescentes, o que acontece com a economia?

O episódio também discute a nova geometria geopolítica: com menos dinheiro japonês financiando a dívida americana, como os EUA vão continuar sustentando seu déficit? Estamos diante de uma mudança estrutural semelhante à que já vimos em outros momentos da história, como quando a Holanda deixou de financiar o Império Britânico ou quando os EUA bancaram o pós-guerra.

Mais do que um alerta econômico, esse episódio é um mapa do futuro. E quem investir sem entendê-lo estará navegando à deriva. Assista agora e acompanhe os próximos capítulos aqui no canal da AUVP Capital.

00:44 O dia em que um número mudou a história
02:35 O fim do experimento dos juros baixos
05:00 A repatriação de capital e o efeito dominó
07:45 O risco global e o colapso do carry trade
10:00 A bomba fiscal japonesa e seus efeitos
12:45 Impacto geopolítico e pressão sobre os EUA
14:45 Os cenários para o futuro e o papel do investidor

*VÍDEOS ÚTEIS*
👑 Como montar a sua carteira de investimentos https://www.youtube.com/watch?v=bx-sTOSteRA
⚠️ Como aprender a investir sem fazer curso? https://www.youtube.com/watch?v=AdxOee_aik4
💸 Como os ricos realmente ficaram ricos? https://www.youtube.com/watch?v=hzow4AFT1Dk
🤯 As 8 maiores burrices da CLASSE MÉDIA https://www.youtube.com/watch?v=f-XOTklJZ5k

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