A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA NO SETOR NAVAL NA 2ª METADE DO SÉC. XIX – A Guerra da Crimeia e suas lições
[Música] [Aplausos] a guerra da Crimeia e suas lições a gueria 1854 56 traria alguns importantes ensinamentos para a guerra no mar ela representou excelente oportunidade para uma reavaliação dos confrontos tão frequentes à época entre navios e fortalezas de terra até então esse confronto era francamente favorável às fortalezas não só devido à fragilidade
De navios de madeira sem couraça mesmo em Fei dos projetis sólidos mas também H pouca eficácia dos canhões Navais contra as poderosas defesas das fortalezas os franceses foram os primeiros a reagir às lições de Sinope em 1855 desenvolveram um tipo especial de embarcações para enfrentar os fortes de terra conhecidas como baterias
Flutuantes eram embarcações de fundo chato para operar em Águas rasas próximas à Terra construídas de madeira mais protegidas com couraças de Ferro forjado de 4,5 polegadas de espessura montadas sobre placas de madeira Teca de 18 polegadas de espessura esta coraça fora planejada para resistir aos canhões
Típicos da época os 68 poder de alma Lisa nesse mesmo ano as três baterias flutuantes devastação lav e tonante que dispunham de propulsão a vapor capaz de deslocá-la a uma velocidade de dois a três nós foram rebocadas para o Mar Negro por fragatas de propulsão mista a
Roda e compondo um Esquadrão âo francês com outros navios tradicionais tiveram a missão de neutralizar o forte Russo de kimburu na Foz do dinp enquanto os navios de madeira sem proteção davam apenas fogo de apoio e engajavam algumas baterias periféricas do Forte os navios com couraça Ficaram estacionados algumas
Milhares de jadas do Forte depois de 4 horas de bombardeio forte Russo que usará contra as baterias flutuantes tanto projetis sólidos como granadas explosivas foi forçado a se render 45 mortos e 130 feridos enquanto as três embarcações encora sadas sofreram apenas avarias insignificantes os tiros sólidos do Forte ricocheteavam na coraça e as
Granadas explosivas explodindo contra a couraça não produziam nenhum dano a partir daí não mais se podia duvidar da eficácia da couraça para os navios de guerra e ficava claro que a tecnologia se voltaria para o melhoramento dos canhões e os projetis usados ficou fácil perceber que a granada Explosiva só
Seria eficaz contra a couraça se pudesse perfurá-la e explodir na parte vulnerável dos navios para isso o projetil deveria ser cilíndrico e ter ponta oiva com os canhões de alma Lisa o projetil ao deixar o tubo alma do Canhão tinha uma trajetória muito instável dando verdadeiras cambalhotas não se
Podendo garantir que ele acertaria aonde se queria e muito mesmo que ele bateria de ponta no alvo a alma raiada já testada e aprovada desde 1846 conforme já vimos seria a solução para este problema ainda nesse mesmo ano o bombardeio de sebast por um Esquadrão Inês do qual fazia parte oam e outro
Navio da mesma classe mostrou oor daul aapor que os dois navios deul mi Diferentemente dos navios vela podi seici convenientemente em relação aos pontos aem atacados dando eficácia a bombardeio inderes à no que se refere à guerra de Minas os russos usaram a minagem defensiva para proteção dos portos de sebastopol cvi
Borg e abor kronstad usando minas de contato Isto é que explodiam quando atingidas pelo casco de um navio os fusíveis dessas minas provavelmente desenvolvidos por Alfred Nobel consistiam em tubos de vidro cheios de ácido sulfúrico quando quebrados pelo casco de um navio liberava um ácido que então se misturava com clorato de
Potássio e açúcar gerando calor e Chamas suficientes para provocar a explosão da mina já apontamos que durante a guerra das es Platina os navios argentinos e brasileiros eram muito semelhantes aos seus contemporâneos que lutaram em navarino agora pelo contrário os navios de linha da frota âo Franco turcan Crimeia eram tecnologicamente muito
Superiores aos navios de navarino embora muito pouco afastados no tempo o Brasil procurava compensar o seu atraso tecnológico tanto adquirindo navios no exterior em 1852 chega ao Brasil a Fragata de propuls mista a roda Amazonas em 1854 recebe da Inglaterra os primeiros navios a hélice quatro canhoneiras em
1856 mais três como construindo no Brasil em 1854 inicia a construção da canhoneira Ipiranga que seria o primeiro navio a élice construído no país projeto de Napoleão levvel executado no Arsenal da corte as máquinas e as Caldeiras sbia supervisão de Carlos bracon foram construídas também no senal a Ipiranga
Participaria da batalha naval do Riachuelo o agravamento das relações do Brasil como o Paraguai consequência das divergências quanto a questões de fronteiras e livre navegação nos rios da região houve ruptura das relações diplomáticas entre os dois países em 1853 estimulou maiores investimentos no poder naval brasileiro principalmente em
Termos de preparação de mão de obra qualificada os ingleses não tardaram a copiar os navios encora ados franceses que tão bom desempenho haviam tio contra os fortes de kimburu mas logo depois procuraram superá-los lançando ao mar quatro navios com couraça o hms thunderb o terror O Etna e o erebus todos em
1856 embora não se possa dizer que esses navios fossem de linha Eles foram os precursores dos modernos navios de guerra sendo os primeiros navios a combinar casco de Ferro couraça e propulsão a vapor Fragata Amazonas Aquarela do Almirante trajan Augusto Gonçalves nossa marha P 57 canhoneira Ipiranga primeiro navio de guerra hélice
Construído no Brasil Arsenal de Marinha da corte projetado e construído por Napoleão levei Aquarela do Almirante Trajano Augusto de Carvalho Nossa Marinha P 53 a ideia de empregar couraça nos navios é muito antiga já no século X numa guerra entre a Coreia e o Japão surgiu o primeiro navio ainda Remo
Protegido com couraça conhecido como o navio e o tartaruga pelo seu aspecto exterior dispunha de um convés em forma de domo feito de chapas de Ferro as quais foram soldados verdadeiros espigões de Ferro o navio era praticamente invulnerável às armas da época e a sua abordagem pelo inimigo era
Quase impossível antes de os canhões serem designados pelo calibre o que só correria na segunda metade do século XIX eles eram designados pelo peso do projetil que usavam um canhão inglês 68 poeiro era um canhão que atirava um projetil pesando 68 libras inglesas devido à diferença de padrão de pesos
Havia uma dificuldade de comparar canhões de procedências diferentes por exemplo 136 poder francês atirava projetis que pesavam aproximadamente 39 libras inglesas 148 poder Sueco projetis de 45 libras inglesas 142 poder Russo projetis de cerca de 30 libras inglesas ainda em 1856 os ingleses desenvolvem o canhão com carregamento pela culatra alma
Raiada capaz de disparar projetis cilíndricos com ogiva providos com cinta de chumbo para que pudessem engrasar nas ranhuras do tubo alma o canhão Armstrong que só seria usado a Bordo alguns anos mais tarde 1860 consistia num tubo Alma no qual um número de jaquetas eram vestidas a quente após o resfriamento elas
Encolhiam e formavam uma unidade sólida com o tubo alma desta forma o canhão ia tendo sua resistência aumentada da boca para culatra o tubo alma era raiado internamente no sistema de múltiplas ranhuras grande número de ranhuras rasas o bloco de culatra uma peça sólida de Ferro forjado furada e com ranhura era
Encaixado a quente na parte oposta a boca um rasgo aberto através dela e da jaqueta acima permitia que uma cunha fosse inserida fechando esta extremidade do tubo alma a Cunha era mantida no lugar por um parafuso vazado que antes da colocação da Cunha permitia o carregamento do Canhão este sistema
Mostr se ia propenso a causar acidentes dois anos mais tarde a Marinha francesa adota o sistema de culatra com ranhura interrompida quatro seções separadas a alavanca de operação primeiro levava o bloco para dentro da culatra e depois girava 1 oitavo de volta fazendo com que as ranhuras do bloco engras com as da
Culatra ficando o bloco assim travado também na Alemanha o carregamento pela culatra mereceu atenção dos técnicos começando o desenvolvimento do sistema croup usando como anst um sistema de Cunha mas sem os inconvenientes do sistema inglês como fracasso da missão diplomática do Almirante Pedro Ferreira de Oliveira enviado à Assunção pelo
Governo brasileiro logo após interrupção das relações diplomáticas entre os dois países 1853 um novo impulso para a renovação do Poder naval brasileiro teve lugar em 1857 é iniciada no Arsenal da corte a construção da corveta Niterói até então o maior navio de propulsão a vapor ído no Brasil o navio seria dotado com
Canhões de alma raiada por dificuldades técnicas a construção arrastou-se até 1863 à luz da experiência adquirida quando da missão diplomática enviada à Assunção com exceção de um pequeno vapor em que viajou o chefe da missão todos os navios da força naval brasileira não puderam subir o rio Paraguai porque
Calavam muito Tamandaré recebeu O encargo de adquirir na Europa canhoneiras que pudessem navegar no prata e dispusessem de cassem face da existência de muitos fortes nas margens do rio Paraguai como resultado São recebidas no ano de 1858 duas canhoneiras construídas na França e sete na Inglaterra todas a
Vapor e a hélice com pequeno calado para operarem nos rios do Prata conforme apontem seu relatório para o ministro da Marinha Tamandaré No que diz respeito a couraça inspirou-se no bombardeio Du kimbu pelas baterias flutuantes francesas os franceses em 1859 lançam ao marug uma fragada de 5600
Toneladas a primeira de uma classe de três navios construídos de madeira mais dotados de couraça projetadas por dupu de lomé eram navios de propulsão mista hélice Inicial mente o glor só dispunha de mastro de sinais mas depois recebeu toda a aparelhagem para vela capaz de desenvolver só com o vapor 13,5 nós a
Mais significativa mudança no glir estava na sua artilharia toda ela concentrada numa única fileira de poderosos canhões pelo fato de todos os canhões estarem num único convés do navio apesar de seu tamanho foi classificado como Fragata a economia de peso assim conseguida permitiu que o navio recebesse uma cinta caçada de 4,7
Polegadas de espessura fabricada por creuso o armamento do Glory consistia em 36 canhões de um novo modelo 66 poder carregamento pela culatra a uma raiada atirando projetis explosivos 34 deles ao longo do bordado navio e dois montados IMP pivos um dos três navios da mesma classe tinha casco de Ferro o corone
Lançado em 1860 corveta Niterói 1862 construído no amri sob planos do engenheiro Napoleão level casco de madeira e propulsão mista Aquarela do Almirante Trajano Augusto de cavalho nossa Marinha P 88 no ano de 1859 tem início a construção dos primeiros navios de linha dotados de arit que breve seria uma característica
De todos os encora da época projetados por dupu de lomé São lançados em 1861 magente e o sofer Ino bastante semelhantes ao gloire a ineficiência dos canhões da época contra os navios encora ados valorizou o ariet que se supunha podia atingir os navios inimigos abaixo da linha d’água na parte não protegida
Pela couraça Voltaremos ao assunto mais adiante os ingleses reagiram ao desafio francês do glor lançando ao mar em 1860 hms Warrior que é o primeiro navio de linha com casco de Ferro embora fosse lançado um pouco antes do corone Este foi incorporado primeiro é um navio de
Propulsão ainda mista mas a propulsão a vapor é agora principal e não apenas um complemento à propulsão à vela o waral deslocava 9210 toneladas e dispunha de couraça de 4,5 polegadas de espessura inicialmente o navio era dotado com canhões de alma carrega mento PCA sobre carretas eles
For send substitu por canhões de alma raiada gl9 Prim frag encada Frances fota nto Dau dos navios de como ainda arm canhões fixos alinhados nos bodos dos navios como os navios mais antigos do período da vela a época das barbet e Torres ainda não havia chegado embora já nessa época
1860 o canhão Armstrong tivesse sido introduzido a bordo dos navios britânicos a insistência das Marinhas na propulsão mista mantendo ainda nos navios toda aparelhagem para propulsão à vela como no Glory e no oror decorria de uma série de circunstâncias esses navios eram destinados às grandes viagens marítimas com extensos cruzeiros
Abrangendo áreas onde os pontos para reabastecimento de carvão eram Pou ficando muito afastados um dos outros e além disso as máquinas então disponíveis eram deficientes e quebravam frequentemente daí o conservadorismo dos que não queriam abrir mão da vela a ordem chaminés para baixo hélice para cima Down funel apsel que assinalava
Numa viagem à passagem da propulsão a vapor para a vela tão frequente a época refletia uma situação bastante comum os navios mistos eram essencialmente navios a vela que ocasionalmente usavam o vapor no Brasil por exemplo que importava todo o carvão consumido pelos navios de cardif na Inglaterra era o próprio
Ministro da Marinha que autorizava os trechos da viagem em que a propulsão a vapor podia ser usada o inglês Warrior 1860 primeiro na viio de linha com casco de Ferro fotos niip à medida que as estações de reabastecimento foram sendo instaladas por todo o mundo e as máquinas a vapor ganhavam em desempenho
E confiabilidade a situação Começou a Mudar entretanto foi só quando o aumento do Peso dos amamentos e das couraças comprometeu a estabilidade dos navios reduzindo a borda livre de tal modo que eles não mais podiam levar sem risco o peso alto representado pelos mastros e seus aparelhos ou suportar o momento de
Adamento provocado pela pressão do vento sobre o velame do navio que a vela foi finalmente abandonada um acidente trágico do qual falaremos adiante contribuiu para por um ponto final na propulsão à vela
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