Saiba como as falas da ministra podem afetar seus investimentos

Nos últimos dias, o clima entre Japão e China voltou a ficar tenso e o motivo é Taiwan. Tudo começou depois que a primeira ministra Sanaita Caiti fez um comentário que Pequim considerou provocador, sugerindo que um ataque chinês à ilha poderia levar o Japão a responder militarmente. A declaração gerou uma crise diplomática. A China pediu que seus cidadãos evitassem viajar ao Japão, convocou o embaixador japonês e até um diplomata chinês fez uma ameaça direta nas redes sociais. Agora Tóquio tenta conter o fogo, enviando um representante a Pequim, mas a atenção já começou a afetar até o mercado financeiro e o turismo. Nesse vídeo eu vou te explicar o que está acontecendo, o que está por trás dessa crise e porque isso pode mexer com toda a estabilidade da Ásia, até com o bolso dos investidores. Meu nome é Thiago Alves, seja muito bem-vindo, muito bem-vinda ao canal do NIP Investidor. Aqui eu compartilho estratégias para investir no Japão e a multiplicar o seu patrimônio. Se você ainda não é inscrito no canal, já aproveita, se inscreve, ativa o sininho para não perder nenhum vídeo sempre que eu postar e me segue também nas redes sociais. Fazendo tudo isso, eu tenho certeza que boas coisas vão te acontecer. Para entender essa crise, a gente precisa voltar um pouco no tempo. O Japão sempre teve uma postura muito cautelosa quando o assunto é Taiwan, justamente para não entrar em acrito com a China, que considera a ilha parte do seu território. Durante anos, os governos japoneses evitaram qualquer declaração que pudesse soar como provocação. Mas tudo mudou com uma frase. A primeira ministra do Japão afirmou em uma sessão no Parlamento que se a China atacasse Taiwan de forma que ameaçasse a sobrevivência do Japão, isso poderia justificar uma resposta militar japonesa. Essa fala caiu como uma bomba lá em Pequim. Isso porque ela rompeu com uma tradição de décadas. O Japão nunca falava tão abertamente sobre o uso de força militar e ainda mais em relação à China. É importante lembrar que o país tem uma constituição pacifista desde o pós-guerra. Qualquer menção a envolvimento militar sempre gera uma grande polêmica. Só que do ponto de vista japonês, o alerta da primeira ministra faz sentido. Taiwan está apenas a 110 km da ilha de Yonaguni, ponto mais oeste de Japão. E mais, por ali passam rotas marítimas, por onde o Japão recebe boa parte do seu petróleo e gás natural. Ou seja, se houver um conflito em Taiwan, o Japão sente um impacto direto, tanto em segurança quanto em economia. Então, a fala da primeira ministra pode até ter sido dura, mas ela toca num ponto real. O quanto o Japão está vulnerável se a China resolveu aumentar a pressão militar sobre o Taiwã? Foi exatamente essa combinação geopolítica, segurança e rivalidade histórica que fez a atenção explodir. Depois da declaração polêmica, Pequim reagiu com força. Em questão de dias, a China convocou o embaixador japonês, fez declarações duras da imprensa e até emitiu um alerta pedindo que os cidadãos eh chineses evitassem viajar o Japão. Algo que no mundo diplomático é uma forma de pressão econômica disfarçada. Do lado japonês, o governo percebeu que a situação poderia sair do controle. Foi aí que entrou em cena Massac Kanai, o diplomata responsável pelos assuntos da Ásia e Oceania no Ministério das Relações Exteriores. Ele foi enviado a Pequim com uma missão delicada: acalmar os ânimos e garantir a China que o Japão não mudou por a sua política de segurança, apesar das palavras de akaite. Em outras palavras, Canai foi tentar pagar o incêndio com diplomacia, explicar que o Japão não quer confronto, mas também não vai deixar de proteger os seus interesses estratégicos. Em Tóquio, o governo reforçou a mensagem de que os canais de comunicação entre os dois países continuam abertos, que o alerta de viagem chinês vai na direção contrária de uma relação construtiva e mutualmente benéfica, como o próprio termo usado na diplomacia japonesa. Mas o clima seguiu pesado. Pekin deixou claro que não pretende se encontrar com o Takaite durante o G20 na África do Sul e exigiu que o Japão retire as palavras erradas, algo que politicamente seria impossível para ela de fazer. Não foi só o Japão que entrou na conversa. O presidente de Taiwan também se pronunciou dizendo que a China está conduzindo um ataque multifacetado contra o Japão e pediu para que Pequim mostrasse a postura de uma grande potência em vez de se comportar como um causador de problemas na região. Já o embaixador dos Estados Unidos, no Japão, George Glass, não perdeu tempo e respondeu nas redes sociais ironizando o diplomata chinês que chamou taca de bruxa maligna. Ele escreveu: “Halloween já passou”. Esse tipo de troca pública mostra o quanto a disputa ultrapassou o campo militar ou diplomático. Ela virou também uma batalha de narrativas, onde cada frase dita tem um peso político enorme. E o mais interessante é que mesmo tentando mostrar moderação, o Japão se vê cada vez mais no centro de um tabuleiro geopolítico complexo. De um lado, aliado americano, do outro vizinho gigante chinês e no meio uma ilha chamada Taiwan, que pode ser o ponto de virada para toda segurança da região. Como toda a tensão política entre Japão e China, essa crise não ficou só no campo diplomático, ela também bateu forte na economia. Pr você ter uma ideia, o mercado reagiu quase que imediatamente. As ações da Isetan Mitsuki Holdings despencaram mais de 11%. Se você não conhece, essa empresa é uma das maiores redes de lojas de departamento do Japão. Aquelas que ficam em shoppings e em estações grandes, vendendo desde roupas de luxo até lembrancinhas turísticas. Boa parte dos lucros dela vem justamente dos turistas estrangeiros, principalmente chineses, que costumam gastar bastante com marcas japonesas, cosméticos e eletrônicos quando visitam o país. Ou seja, quando a China pede para os seus cidadãos evitarem viajar ao Japão, a ISTAN sente o golpe direto. Menos turistas igual a menos vendas. Outra empresa que caiu na bolsa foi a Japan Airlines ou a JAL, que perdeu cerca de 3,7% no mesmo dia. A JAL é uma das principais companhias aéreas do Japão e o que faz ela lucrar são as viagens internacionais, principalmente os voos entre Tóquio e cidades chinesas como Pequim, Shangai e Guanzu. Então, se menos chineses viajam, os aviões da Jal voam mais vazios, o lucro diminui e o investidor já começa a vender as suas ações. Não para por aí. Outras empresas também podem sentir os efeitos, mesmo que indiretamente. E se você quer dar um passo a mais em fazer parte do nosso clube exclusivo de membros, clicando em seja membro, custa menos do que três cafés por mês e você ainda apoia o canal crescer cada vez mais. Vamos lá. Por exemplo, a Ana Holdings, que é concorrente direta da JA, também depende muito do turismo internacional, caiu um pouco mais de 3%. A Oriental Land, empresa que administra a Disney de Tóquio, um dos destinos favoritos dos turistas chineses, caiu cerca de 5% no dia. Grandes varejistas, como o Donkey Hot, por exemplo, que tem ações na bolsa como Pan Pacific International, caiu 5% e também em parte importante das vendas ligadas a visitantes estrangeiros. E até fabricante de cosméticos, como a Chisseit caiu 9%, no dia, a CA caiu 2% e a Caiu quase 2%. E essas empresas vendem muito para turistas, especialmente chineses, em lojas de duty free e também aeroportos. O impacto dessa crise não é só político, ela afeta empregos, consumo, transporte, turismo e até o humor do investidor. Analistas do Nomura Research Institute chegaram a dizer que se o número de turistas chineses cair uns 25%, como aconteceu em 2012, isso poderia derrubar pela metade o crescimento anual do Japão. Esse dado é importante porque mostra como o turismo, especialmente o vindo da China, é uma das engrenagens da economia japonesa. Ou seja, mesmo quem trabalha em fábrica, em hotel ou em restaurante ou transporte, tudo isso está conectado. Quando o turismo desacelera, a economia inteira sente. Aí, curtiu saber o que está acontecendo com seu dinheiro quando a primeira ministra fala alguma coisa em público? Então, não esquece de se inscrever no canal, ativar o sininho e me seguir nas redes sociais para não perder nenhum conteúdo novo. Se você quer dar um passo a mais, vem fazer parte do nosso clube exclusivo de membros clicando em seja membro. Custa menos do que três cafés por mês. E você ainda apoia o canal a crescer cada vez mais. E fazendo tudo isso, eu tenho certeza que boas coisas vão te acontecer. Então, vou ficando por aqui, até o próximo vídeo e tchau.

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A relação entre Japão, China e Taiwan voltou a tremer – e dessa vez o impacto chegou direto no bolso de quem investe na bolsa japonesa e acompanha de perto o mercado de ações japonesas. Neste vídeo, eu explico com detalhes a crise iniciada após a declaração da primeira-ministra Sanae Takaichi, que reacendeu tensões diplomáticas e levantou preocupações sobre os efeitos geopolíticos para quem faz investimentos no Japão.

Essa tensão entre China e Japão afetou imediatamente o mercado financeiro japonês, provocando quedas bruscas em ações sensíveis ao turismo e ao varejo. Empresas como Isetan Mitsukoshi, Japan Airlines (JAL), ANA Holdings, Oriental Land (Tokyo Disney), Shiseido, Kao, Kose e outras gigantes japonesas sentiram o impacto direto da possibilidade de redução no número de turistas chineses – um dos pilares da economia japonesa.

Se você investe em ações do Japão, acompanha setores como turismo, companhias aéreas, varejo ou busca entender como a geopolítica influencia os seus investimentos, este vídeo é essencial para entender o cenário atual e como ele pode afetar sua estratégia na bolsa de valores do Japão.