O Japão apertou o botão do caos

Então vamos lá. Bom, já tô aqui em clima de férias. Tive que vir achar o Cé nas férias dele pra gente conversar sobre o botão que o Japão acabou de pressionar, que pode mudar toda a realidade da forma como a gente entende a economia mundial. Olha que interessante. Como é que você vai entender isso? Agora, antes de mais nada, antes de eu começar, quem é sardinha raiz, deixa o like na confiança. Se você não é sardinha raiz ainda, segura sua mãozinha, considere deixar o seu like e se inscrever aqui no canal. Se o vídeo te agregar, te trouxer algum conhecimento que você ainda não tinha. Então o que que acontece? tem um ciclo de quase 30 anos que o Japão tem colocado a taxa de juros dele próxima de zero. O que que isso permite? Permite com que várias pessoas tomem um empréstimo no Japão, pega esse dinheiro, investe na taxa de juros de outro país, é o chamado carry trade, ou toma empréstimo no Japão, a taxa de juros quase zero, pega esse dinheiro e investe em alguma empresa em outro lugar. O Softbank, por exemplo, é um dos maiores bancos do mundo de investimento e ele é um banco japonês. Ele pega o dinheiro dos japoneses e aloca em diversos lugares do mundo. O mundo inteiro é dependente desse crédito hoje do Japão. Então quase todo o planeta depende disso. Esse hotel que eu tô, por exemplo, deve ter dinheiro japonês aqui. É um hotel caríssimo. Foi investido 7 bilhões nesse complexo aqui. Deve ter dinheiro japonês. No iFood teve dinheiro japonês. No Uber teve dinheiro japonês. No Nubank teve dinheiro japonês. Por quê? Porque todo mundo pega crédito lá e vai investindo em outros negócios. Como a taxa de juros é próxima de zero, essas pessoas vão lá, conseguem tomar um empréstimo, pagando 2, 3%, e aí eles pegam, investem isso em outro lugar. Agora, o que aconteceu? Que que mudou no Japão recentemente? Os títulos públicos de 20 anos, eles estão agora cobrando uma taxa de juros de 2,7% ao ano. Os títulos de 30 anos próximo de 3,6% ao ano, os títulos de 40 anos, perto de 3,7% ao ano. Pros padrões japoneses, isso é extremamente absurdo, né? No Brasil não, mas o Japão nunca operou com um nível de juros desse tamanho. O Brasil opera com nível de juros de 10, 15, como a gente tá vendo aqui. O Japão operava com esse taxa de juros de zero mesmo. Zero, 05. E por que que alguém, né, emprestaria o dinheiro pro governo japonês a taxa próxima de zero? Porque quando você tem muito dinheiro, a maior vontade que você tem não é ganhar muito dinheiro. O seu maior medo é perder dinheiro. Seu maior medo é ter a desvalorização do seu patrimônio. Quem é bilionário não se preocupa em ganhar mais dinheiro, não. Se preocupa só em ter um lugar seguro. O Brasil tem risco de crédito, Estados Unidos tem risco de crédito e o Japão é considerado um oasis para quem tem dinheiro demais. E aí é o que acontece, esse carry trade que eu expliquei para vocês, ele é uma das forças invisíveis que sustenta todo a operação financeira mundial. Então, pega dinheiro barato no Japão, converte para outra moeda, investe em países com juros mais altos, por exemplo, investe no Brasil, o Brasil se beneficia disso e ganha diferença nas taxas. A gente tá falando dos Estados Unidos, se alimenta a partir disso. Então, pessoal pega dinheiro no Japão, vai paraos Estados Unidos, coloca o dinheiro lá, investe, pega a diferença e paga o Japão. Se der errado na moeda, a pessoa toma ferro. Mas no geral, essas pessoas conseguem se beneficiar. Na Europa, a mesma coisa. Países emergentes, mercado de crédito privado, todo mundo se beneficia. Durante 30 anos. Então essa arbitragem ela tá sendo feita, ela foi uma verdade absoluta. Todo mundo sabia que dava para ganhar dinheiro assim. A máquina do mundo tava funcionando desse tamanho. Para você ter uma dimensão do impacto, em 2024, o Japão tinha 3,2 trilhões de dólares investidos fora do país. É isso mesmo, 3,2 trilhões de dólares. Tipo uma Apple em valor de mercado. Boa parte disso 1,1 trilhão tava em títulos públicos americanos. Agora repara no quanto complexo essa [ __ ] vai ficando. Porque se você pegou todo esse dinheiro, jogou na economia americana e os Estados Unidos usou esse dinheiro e gastou, quando essa taxa de juros mexe, da onde vai vir esse dinheiro agora que tá sendo emprestado pros Estados Unidos? Quem tem 1,1 trilhão de dólares para emprestar pros Estados Unidos? Porque quem tinha era o Japão, que era outro país, né? O restante tá espalhado entre a Europa e países emergentes. É dinheiro suficiente para mover o preço, mover os juros e segurar as crises. Então você percebe que o mundo tá sendo construído em cima de uma casa de carta. É um castelo que ele vai se empilhando e acabaram de remover a carta que fica embaixo, a carta que segurava esse castelo em pé. E agora se a Europa com crise fiscal, o Japão comprava títulos, os países emergentes com crise cambial, o Brasil por exemplo, né, o Japão comprava o título, se falta dinheiro do Japão, que ele não tá mais disposto, tá emprestado, quem vai financiar o Brasil? Porque boa parte do dinheiro ali tava, quem vai financiar os Estados Unidos? Quem vai financiar a Europa? E aí o problema agora começa a fazer sentido na cabeça das pessoas, né? Com os juros japoneses subindo, o raciocínio muda. A diferença entre os juros dos Estados Unidos e do Japão diminuiu demais. Você acha que alguém vai ter coragem de tomar esse empréstimo para emprestar dinheiro pros Estados Unidos tentando ganhar com a arbitragem? Se antes a margem era de 3% e a margem agora vem para 1%, se oscilar 2% no preço do dólar, o que que acontece? Exato. O risco cambial aumentou para caramba. O dólar já não se fortalece mais como antes. Investir fora não compensa mais o risco. O Carry Trade começa a ser desfeito. Muita gente tá pegando dinheiro e antecipando a taxa de juros. investidor japonês, ele começa a repatriar os recursos, né? Ele começa a pensar, pô, não vale a pena eu ficar colocando dinheiro nos Estados Unidos, é melhor eu deixar o dinheiro investido aqui mesmo. E aí isso tá criando um efeito dominó global, né? O Japão é o maior credor internacional do mundo, quase três vezes o próprio PIB em dívida, né? Se ele reduzir os ativos externos, né, especialmente as tressures americanas, como você pode ver ali, a gente vai ter uma pressão na curva de juros dos Estados Unidos, uma dificuldade do Federal Reserve para cortar juros, porque não tem ninguém prestando dinheiro para ele na mesma quantidade que antes, uma volatilidade em crédito corporativo, um impacto nas hipotecas e nos financiamentos imobiliários, um ajuste de valuation em todas as empresas americanas que estão extraordinariamente altas por conta desse dinheiro barato e uma busca global por liquidez no planeta. Não é que o Japão vai quebrar o mundo, é que ele vai fazer faltar dinheiro e ele vai fazer expor algumas fragilidades existentes no sistema que a gente tá. Então assim, o Japão tem 1.4 trilhão em dívida de ienes, aproximadamente 25 trilhões por ano só em juros é o que eles têm pago, né? Se os juros se mantiverem mais altos por 5 ou 10 anos, o custo deve subir para uma coisa entre 35 e 40 trilhões na dívida pública japonesa. Ou seja, o Japão acabou de virar uma bomba fiscal e aí todo mundo tá preocupado com o que pode acontecer. A gente tem essa pressão sobre os títulos públicos e na Europa o cenário não é melhor, né? A gente teve o Brexit que a Inglaterra saiu daquilo, quem tá sustentando é a Alemanha e a França. Défice extremamente elevada. A França com endividamento preocupante. A Alemanha não consegue sustentar isso sozinha. Existe uma comparação de que a França pode ser a Grécia 2.0, só que com um problema. Do mesmo jeito que no Brasil a gente teve um problema com o Banco Master, que era um banco pequenininho e qualquer um segurava, OK, o FGC resolve e tal. E quando o problema tá entre os dois países ali do Bloco europeu, que sustenta aquilo em pé. Então o mundo nunca viveu um cenário desse antes, né, de juros tão elevados no Japão. O nível de endividamento global, ao mesmo tempo, no maior nível da história. E esse sistema inteiro dependia desse dinheiro barato aqui. Agora a gente tem alguns cenários aqui para você entender e tentar levar essa lógica pra sua vida. O cenário base é um ajuste lento e doloroso. Então o mercado vai se acostumar devagar a remover esse dinheiro ali. Então uma chuva forte, mas não é um furacão. Todo mundo vai começar a acostumar. esse dinheiro vai sumindo, menos investimento em startup, menos coisa louca surgindo e o mercado vai se ajustando. Pode ser um cenário de estresse também, que seria um segundo cenário possível, onde o ajuste fiscal acontece de forma muito mais brusca. Todo mundo começa a corrigir as próprias contas já com medo disso acontecer e assim a gente teria o mercado americano caindo 20, 30% de uma vez só. E um cenário otimista, né, que a gente poderia ter é um cenário onde o Japão consegue crescer e normalizar os juros. ele começa a resolver o problema da inflação, ele para de ter inflação, ele abaixa a taxa de juros novamente e tudo fica normal. Agora, existe um cenário extremo onde um conjunto de coisas pode acontecer, que é o que boa parte dos analistas tm medo, que seria uma crise sincronizada. O Japão voltando dinheiro para lá, os Estados Unidos não tendo quem tenha dinheiro para financiar a dívida dele, porque os países acreditam que dá para se financiar indefinidamente por causa da forma como o Japão funcionou. Se os Estados Unidos não conseguir mais pagar as próprias contas e se financiar dessa maneira, a gente tem um risco global. a Europa se fragiliza e muita gente diz que é por isso que o Trump fechou o mercado, que ele voltou para dentro para sentir menos o tamanho do impacto. Se a Europa se fragiliza, a China começa a ter que lidar também com problemas internos e aí todo mundo começa numa crise de liquidez. E para você ter uma ideia do quanto esse cenário é provável, vários países já começaram a montar suas reservas em ouro. Por que que países começariam a comprar ouro nesse momento? Porque é o único ativo que realmente tem algum valor durante essa crise que a gente pode enfrentar nos próximos anos. Então é muito complexo entender isso. Não é uma coisa que vai acontecer em 2 anos, 3 anos. É um horizonte longo, né? Um horizonte de 10 anos. A gente deve sentir, a gente já tá sentindo esse efeito, a gente já tá sentindo essa crise atingindo os Estados Unidos. A maior parte do dinheiro dos Estados Unidos hoje tá concentrado em apenas sete empresas. Já fiz inclusive um vídeo sobre isso aqui, né? O quanto os Estados Unidos tá concentrado. Isso não é postura de um país que tá crescendo, isso é postura de um país que tá se preparando para algo ruim. Quando você olha pra China, a mesma coisa, essa mesma postura defensiva. Então, o dinheiro barato ele parece ter acabado. A gente tem agora um problema global de uma busca por ativos diferentes disso. Se você quiser se planejar, o que você precisa entender é mais vale uma diversificação global, porque a gente não sabe o que vai acontecer em diferentes ativos e não prevendo a crise, porque é possível maquiar esses números por muito mais tempo. É possível que os países combinem com o Japão, que a gente precisa maquiar esses números por muito mais tempo. É possível que a Europa entre tentando convencer o Japão a maquiar também isso, porque ninguém quer viver essa crise nesse momento. É como se a gente falasse: “Porra, deixa pro futuro, no futuro alguém resolve”. Então você precisa est investindo em ativos reais, em ativos que vão continuar existindo apesar da crise. Esse que é o lance. Por isso que eu falo aqui de empresas que são de utilidade básica. Ninguém vai deixar de ligar a energia de casa porque o Japão entrou em crise. Ninguém vai deixar de consumir água, ninguém vai deixar de consumir comida, processamento de alimentos, esse tipo de setor que ele é estratégico pra vida. Se você quiser aprender a investir, né, comigo, agora que você entendeu essa coisa, não por medo do colapso, nada a ver com isso, mas se você quiser aprender a se beneficiar desse tipo de movimento, toda crise é também uma transferência imediata de riqueza, o que eu te recomendo é entrar aqui, ó, aup.com.br, BR, preenche o nosso questionário que eu vou te ensinar não só a investir no Brasil, como no mundo inteiro, inclusive no Japão, na China, em todos esses lugares e a se beneficiar desses movimentos estratégicos que estão acontecendo. Existe uma mudança global interessante vindo para esse momento e quem tiver preparado vai conseguir comprar bons ativos a preços muito melhores. Então entra lá que para mim vai ser um prazer te ensinar a investir. Lembrando do compromisso da UVP, se você entrar na UVP e não aprender a investir, eu te devolvo 100% do seu dinheiro. É esse nosso compromisso. >> Raul, acho que a gente poderia mudar o estúdio, hein? >> Para cá, >> pr cá. Eu vou dar um mergulho nessa piscina ali agora. >> Você vai fazer isso agora? >> Tô meio gripado. Ver se melhora. >> Vai agora, pô. >> Vou lá, vou lá, vou lá, agora. >> Vou lá, vou lá. >> Vai lá, vai lá, vai lá.

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O Japão apertou o botão do caos ao sinalizar o fim de quase 30 anos de juros próximos de zero, que sempre foram um pilar silencioso do mercado financeiro global. A alta dos juros japoneses começou a desmontar o chamado *carry trade*, pressionar a liquidez internacional e reacender o risco sistêmico em economias centrais e emergentes. O impacto disso passa pelo dólar, iene, títulos públicos e precificação de ativos, criando um cenário de ajuste que pode redefinir a dinâmica da economia mundial nos próximos anos. Será que a crise no Japão vai causar uma crise econômica sem precedentes, começando pelos Estados Unidos?

A verdade é que, durante décadas, o Japão foi o grande fornecedor de dinheiro barato do sistema financeiro internacional. Investidores tomavam iene a custo quase zero e aplicavam nos EUA, na Europa e nos mercados emergentes, sustentando um crescimento artificial, com crédito abundante e juros globalmente comprimidos. Agora, com os juros japoneses disparando, esse alicerce começou a ruir e o impacto vai muito além do mercado asiático.

*Crise no Japão pode causar um colapso global?*
O desmonte do carry trade japonês está mudando completamente a dinâmica do jogo econômico. Com títulos de longo prazo pagando mais juros dentro do próprio Japão, repatriar capital passou a fazer sentido. O problema é que isso pressiona os treasuries (títulos públicos americanos), dificulta cortes de juros pelo Fed, aumenta a volatilidade nos mercados de crédito e força uma reprecificação ampla de ações, moedas e ativos de risco.

O ponto mais delicado é que esse ajuste acontece num mundo altamente endividado, dependente de liquidez em excesso e acostumado a juros artificialmente baixos. Não se trata, portanto, de um colapso imediato, mas de uma mudança estrutural profunda na economia global. O dinheiro barato acabou e, a partir daqui, o foco deixa de ser o retorno maior e passa a ser a sobrevivência financeira em um ambiente muito mais instável.

Não por acaso, o ouro vem batendo um recorde atrás do outro, mostrando um medo generalizado dos países, que cada vez mais estão aumentando as reservas para se protegerem. Mas será mesmo que uma crise mundial é só questão de tempo? Como isso afeta a já conturbada relação entre EUA e China? E como você pode proteger o seu dinheiro e os seus investimentos do caos? Fique no vídeo até o final e descubra o que fazer agora.

E se este conteúdo te ajudou a entender o que está acontecendo com o Japão e como essa crise pode se espalhar pelo mundo, compartilhe sua opinião aqui nos comentários. Aproveite e se inscreva no canal e deixe seu like pra gente continuar ajudando o brasileiro a investir melhor.

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AULAS citadas no vídeo:

📊 Como funciona o mercado americano?: https://tema.auvp.com.br/77/
💰 O que é uma reserva de valor e qual sua função?: https://tema.auvp.com.br/67/

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