Japão dos Anos 80-90 – A Era de Ouro Que Nunca Voltou…

Você já sentiu saudades de um lugar onde você nunca esteve? De uma época que você nunca viveu? Japão, anos 80 e 90. Só de ouvir isso daqui já bate algo diferente, como se a gente tivesse perdido algo importante pelo caminho. E parece que a gente realmente perdeu. Essa daqui foi a época onde tudo parecia muito melhor. Os arcades, os karaquês, o cit pop, a economia crescendo como nunca, os animes que moldaram gerações inteiras. O Japão dessa época não era só um país, era o futuro. Mas parece que isso tudo sumiu em algum momento. Mas hoje nós vamos resgatar esse momento da história. Hoje eu vou te mostrar como que era viver na era de ouro do Japão, uma época que talvez nunca mais volte, mas que você precisa conhecer. Eu te convido para você embarcar nessa experiência tão nostálgica. Tem muita coisa aqui que vai te impressionar. Então fica comigo, se prepara. Porque agora a gente vai viajar no tempo. Antes de começar o vídeo, eu queria só te pedir uma coisa bem simples aqui. Esse vídeo aqui tá bem maior do que o normal. Ele foi muito complicado de fazer. Eu tive muito mais trabalho para fazer ele, vários problemas. Então, se você puder e quiser me ajudar, eu só peço que você se inscreva aqui no canal. Se você tiver assistindo no celular aqui, você consegue clicar nesse botão do hypar aqui o vídeo. Você consegue hypar o vídeo pro YouTube, falar pro YouTube que esse vídeo aqui é bom. E é isso, muito obrigado e fique aí com o vídeo. Imagina acordar numa manhã de 1988 e trabalhar e no final do ano receber um bônus de três, quatro, às vezes 6 meses de salário. Não era loteria. Isso daqui era uma coisa relativamente normal. Esse daqui era o Japão dos anos 80 e 90. A economia tava explodindo, todo mundo tinha dinheiro no bolso. E mais importante do que isso, todo mundo sentia que tava construindo algo juntos. A classe média japonesa tava no auge. Emprego vitalício era muito normal, não era uma exceção. Você entrava numa empresa e sabia que podia se aposentar lei. Tinha segurança, tinha futuro, tinham planos de verdade. O poder de compra do japonês médio era muito grande. Produtos importados que antes eram um luxo impossível agora estavam acessíveis. Tecnologia de ponta era uma coisa que todo mês você tinha algo novo e viajar pro exterior era uma coisa cada vez mais comum. Mas sabe qual era a melhor coisa disso tudo? O otimismo. Aquela sensação no ar de que o país estava chegando lá, de que todo o esforço das décadas anteriores tinha valido a pena. O Japão não era mais aquele país só se recuperando da guerra. O Japão era o futuro. As noites nunca acabavam. 6 da tarde, você sai do escritório, mas o dia tá longe de acabar. A cultura do nome Kai era muito sagrado. Tá aí com os colegas de trabalho depois do expediente não era uma obrigação chata, era um ritual. Era onde as amizades reais aconteciam, onde as hierarquias de escritório desapareciam por algumas horas. As ruas de Shinjuku, Shibuya, Rupong eram bem vivas e zakaias lotadas em cada esquina e claro, o karauk. Karauqu não era só uma diversão, era quase uma terapia coletiva. Você pegava o microfone, cantava aquela música que todo mundo sabia e por alguns minutos você era uma estrela. Não importava se você cantava bem ou mal. O que importava mais era o momento, a conexão ali. Depois do karaquê tinham as discotecas. Ropong era o lugar certo para isso. Luzes, música, gente de todo lugar. A pista sempre estava lotada. A energia das pessoas era muito alta. Não era sobre postar foto ou esbanjar a sua felicidade em rede social. Nem tinha celular direito naquela época. Era sobre você tá ali vivendo aquele momento e a noite só terminava quando o primeiro trem da manhã começava a circular. Até lá, a cidade era sua. Tóio não dormia e você também não precisava. Existia uma certa liberdade nisso tudo, uma sensação de que a vida não era só trabalhar e dormir, era trabalhar sim. Eles trabalhavam bastante, mas tinha vida depois disso. Eles sentiam que faziam parte de algo maior. A era de ouro dos arqueiros. Imagina entrar num lugar onde cada canto tem uma luz diferente piscando, cada máquina tem um som competindo pela sua atenção e tem muita, muita gente e todo mundo tá ali pelo mesmo motivo, jogar alguma coisa. Street Fighter 2, Pacman, Donkey Kong, tinham muitos títulos clássicos, mas não era só sobre jogos, entende? Claro, os jogos são parte muito boa disso. Jogos que hoje em dia são lenda pra gente, naquela época eram novidade. Só que o arcade era um lugar de encontro. Era onde você encontrava os seus amigos depois da aula. Era onde você fazia amigos novos porque vocês dois eram bons no mesmo jogo. Era onde tinham campeonatos, rivalidades amigáveis. Não tinha praticamente nada ruim nessa experiência, eram só coisas muito boas. E no Japão tinha arcade para todo lado. Bairro que se prezasse tinha pelo menos um. Tibuya Akrabara, que são os mais famosos hoje em dia, tinham prédios inteiros só de arcade, vários andares, cada um com um tema diferente, com um tipo de jogo diferente. O som da ficha entrando na máquina, aquele momento de expectativa antes de começar a partida. Não tem como você replicar isso em casa. Não tem como sentir isso jogando sozinho online no seu quarto. Dá para reconhecer que isso daqui é uma experiência que a gente não vai mais ter. Pelo menos não é fácil replicar isso. O arcade era físico, era real. Você tava ali suando junto com a sua galera, com seus amigos. Essa que era a magia da coisa. Era uma cultura, realmente era onde a juventude japonesa se encontrava. E isso daqui é uma coisa que ficou muito para trás. E enquanto tudo isso acontecia nas ruas, estava nascendo algo nas telas e nas páginas. 1988, a Kira chega nos cinemas. E não é exagero dizer que essa obra aqui mudou praticamente tudo. A animação, a história, a estética Cyberpunk. O mundo nunca tinha visto algo assim. E não foi só o Japão que percebeu isso. O mundo inteiro olhou e pensou: “Pera, então quer dizer que anime pode ser isso daqui?” No ano seguinte, Dragon Ball Z começa e a verdade é que não tem nem como medir o impacto dessa obra. Toda uma geração de pessoas que inclusive deve estar assistindo com esse vídeo agora cresceu esperando o próximo episódio, tentando fazer um camerá na vida real, no intervalo da escola, discutindo quem que era o mais forte. Dragon Ball é uma das obras mais impactantes no mundo inteiro. Você também tem a Sailor Moon, que chega em 92 e também revoluciona de outro jeito. Você tem garotas mágicas que também lutavam e tinham toda aquela ação. Meninas que eram heroínas de verdade, com personalidades próprias, complexas, com problemas da vida real, coisa que você não via tanto até então. E os estúdios DIBL estavam criando Obra Prima atrás de Obra Prima Totouro, O túmulo dos Vagalumes e depois Princesa Mononok. Filmes tão incríveis que não eram só para criança, não eram só para adulto, eram para todo mundo, eram arte de verdade. Inclusive, se você não conhece os filmes desse estúdio, você tá perdendo muita coisa, tá? Assista todos eles, são maravilhosamente incríveis. Os mangás também estavam por toda parte, bancas de jornal, combini, lojas especializadas. Só nisso você tinha títulos para todos os gostos, para todos os públicos. Ler mangá no trem era uma coisa absolutamente normal. O Salari Man, que é tipo trabalhador do Japão, até o estudante, todo mundo tinha um mangá favorito. A TV japonesa também estava experimentando >> os J dramas, explorando temas sensíveis, programas que misturavam humor japonês com crítica social. Você tinha tudo isso ou nascendo ou ganhando muita fama nesse momento. E na música você tinha várias culturas diferentes que estavam explodindo, como os Visual K, com bandas como o Ex Japan que estavam lotando estádios, >> criando uma estética muito diferente que mesclava um rock com um teatro. E o mais doido é que nessa época não era só uma questão de quantidade, apesar da quantidade de coisas produzidas nessa época ser gigantesca, mas o que importava mais aqui era a qualidade. Eram obras que até hoje são referência mundial, obras que não moldaram apenas a cultura do Japão, mas a cultura do mundo inteiro. Eu tenho certeza que parte disso daqui é uma coisa que afetou a sua infância, a sua vida aqui. E se você estava vivendo no Japão naquele momento, você não estava só consumindo entretenimento, você estava testemunhando a história sendo feita. Você tava vendo nascer coisas que impactariam a vida de muitas pessoas até os dias de hoje. Então, parabéns, você é uma pessoa muito sortuda. City Pop, a trilha sonora perfeita. Você deve estar escutando aqui de fundo, né? Se tem uma coisa que captura a essência dessa época e que resume tudo isso que a gente tá falando é o cit pop do Japão. Imagina você dirigindo por Tóquio numa noite de verão, janelas abertas, brisa quente entrando e o rádio tocando aquela música perfeita, cara. Um baixo marcante, sintetizadores brilhantes, vocais muito suaves, contando histórias sobre amor, sobre a vida urbana, sobre aproveitar o momento. >> Tatsuru Yamashita, Maria Takuti, Junkohi. Esses nomes talvez não signifiquem muito para quem não conhece, mas eles eram os anos 80 japoneses. Eles trilharam a vida de milhões de pessoas. Isso não era uma coisa de nicho, não era uma coisa de um grupinho de pessoas. O City Pop tocava em rádios comerciais, em lojas, em cafés, clubes. Era o som que definia a vida do japonês. Plastic Love, por exemplo, é uma música que se mantém até hoje. E se você procurar um pouco da letra também, você vai perceber que ela é exatamente sobre isso. O mais doido é que décadas depois a gente ainda não superou. O City Pop se tornou um fenômeno mundial de novo nos anos 2010, 2020 e até atualmente. Pessoas que nem eram nascida nos anos 80 descobrindo essas músicas e sentindo aquela saudade estranha, aquela nostalgia que a gente falou no começo do vídeo. Porque esse som ele captura algo que a gente perdeu, aquele otimismo, aquela vibe da vida ser leve e ser profunda ao mesmo tempo. O cit pop é uma prova de que a música não é só um som, é um sentimento, é uma memória, é um portal para uma época que a gente romantiza, porque sinceramente parece que as coisas eram mais bonitas assim. Parece que a gente perdeu uma parte disso. Eu não sei se você consegue me entender aqui, mas comenta embaixo o que você pense. Tecnologia que parecia mágica. Agora pensa comigo. Hoje em dia a gente tem um celular que faz literalmente tudo. Parece normal, né? Mas nos anos 80 e 90 a gente tinha isso daqui. Veio isso daqui pela primeira vez. Era mágica pura. Inclusive é engraçado porque foi daqui que veio esse meme do macaco ouvindo música. Isso daqui era um comercial do Walkman. A gente não consegue nem dimensionar o quanto que isso daqui era revolucionário. Era música portátil, música que você poderia levar para qualquer lugar, no trem, na rua, no seu mundo. Era sua música. A promessa era essa daqui. Você escolhia a fita com cuidado, colocava os fones, apertava o play e pronto. O mundo lá fora meio que desaparecia. Era só você e a música. Isso parece bobagem pra nossa geração mais nova, que tem acesso a fones Bluetooth de qualidade muito superior e até plataformas de música como YouTube Music ou Spotify. Mas para aquela época isso daqui era coisa de outro mundo e a Sony não parava. Todo ano tinha um modelo novo, mais fino, mais leve, com mais recursos. >> Tinha auto reverse para não precisar virar a fita. Cada inovação parecia inacreditável. Era sentir que você tava caminhando para um futuro melhor. Eu só queria parar aqui para mostrar um comentário que eu vi num vídeo de comercial de Walkm, que é do King Jongun dizendo que acha isso daqui muito tecnológico e a pessoa comenta embaixo: “A Coreia do Norte deveria investir há 4 anos atrás”. Daí a gente chega nos anos 90 e vem o disco, CDs portáteis, qualidade digital sem chiado de fita. Parecia coisa de filme de ficção científica, mas estava ali, você tinha acesso a isso. Mas não era só o áudio. A Kirabara era tipo um parque de diversões para quem gosta de tecnologia, câmeras, computadores, videogames, robôs. Tinha coisa que você nem sabia que precisava até você ver. As pessoas podiam tocar, experimentar, não era só comprar, era uma experiência nova. O mundo estava experimentando aquilo pela primeira vez. E todo mês tinha algo novo, uma mini TV portátil, tradutores eletrônicos de bolso, relógios que tinham calculadora, tamagoti que te fazia se sentir responsável por uma vida digital. Cada produto parecia que tava vindo do futuro. E aqui a gente chega na época dos videogames. É nessa época inclusive que a gente chega no Game Boy que revolucionou os jogos portáteis no Mega Drive, na Super Famicon que estava disputando o mercado. Cada lançamento era um evento novo. Você tinha filas de pessoas nas lojas tentando conseguir o primeiro modelo. Não era só a tecnologia em si, era o que ela representava. Cada coisa nova era uma prova de que o Japão tava caminhando mais pro futuro, de que ele tava liderando essa corrida tecnológica. E mais importante ainda, isso daqui era acessível pr as pessoas. Não era só para quem era rico. A classe média japonesa podia comprar essas maravilhas, podia fazer parte dessa revolução. O Japão não estava só usando tecnologia do futuro, eles estavam criando o futuro. E todo japonês sabia disso, até sentiu orgulho disso. É tanto que isso daqui mudava a forma como as pessoas se vestiam, até mesmo como elas se expressavam no dia a dia. Aqui surge um monte de estética urbana inesquecível. Tóquio dos anos 80 e 90 parecia cenário de Blade Runner, só que era vida real de milhões de pessoas. Você tinha um neon em cada esquina, não aquele mais minimalista de hoje. Era exagerado, era caótico, vermelho, azul, rosa, verde, tudo isso tentando chamar a sua atenção. E de alguma forma isso daqui funcionava. Você tinha anúncios criativos gigantescos, bizarros, outdoors brilhantes, muitas vezes completamente sem sentido. Um gato gigante mexendo a pata, uma garrafa de whisky de 10 m de altura. Anúncio que você parava só para olhar. As vending machines, que são as de Dohan Bike, elas tinham de tudo. Tinha café quente, sopa, guarda-chuva, brinquedo. Se você precisava de alguma coisa, provavelmente tinha uma máquina para isso. Era uma poluição visual muito grande, cara. Chegava a ser até hipnotizante em alguns casos. Comparada com a Tóquio de hoje em dia, a Tókio de hoje em dia é muito mais organizada, muito mais clean. E aquela energia caótica dos anos 80 nunca mais voltou. Essa parte aqui eu sei que tem muita gente que gosta. Se esses nomes de carro aqui te dão arrepio, eu sei que você vai entender. Essa daqui era a era de ouro do JDM, Japanese Domestic Market. Carros que eram acessíveis, mas que eram incríveis. Motor turbo, tração traseira ou integral. Design que até hoje é copiado em alguns carros. E o melhor, você podia modificar. A cultura do Tânin estava explodindo. Cada dono colocava a sua personalidade no carro. Não era só um transporte, era uma extensão do dono. E nessa época o Japão ficou conhecido pelas famosas corridas, Montanhas de Madrugada, One Gun Expressway. Você tinha muitas competições informais também, algumas até escondidas, senão a maioria delas. Era muita adrenalina para um país só. Esses carros são lendas hoje porque eles eram muito especiais naquela época. Era o futuro sobre rodas. Essa parte aqui é coisa de outro mundo. E se você gosta do mundo automobilístico, com certeza o Japão era seu lugar nessa época. Também tinha a questão da moda do Japão na época. Sabe qual que era a moda do Japão nos anos 80 ou 90? Praticamente nenhuma. Não tinha muita regra. Você tinha, por exemplo, as Ganguro Golls ou guar, aquelas meninas com a pele artificialmente bronzeada, com cabelo descolorido, maquiagem branca, acessórios muito coloridos, coisa meio estranha, né? Mas era proposital. Isso daqui era um movimento de rebeldia. Elas surgiram justamente nessa época, dizendo coisas como: “Eu quero ser quem eu quero ser”. Nesse sentido de se rebelar contra as regras. Você tinha também as bandas do Visual K que levaram isso pro extremo. Homens com maquiagem mais elaborada do que qualquer mulher. Roupas que misturavam gótico, punk, rock, cabelos que desafiavam a gravidade. Era uma coisa muito doida. De outro lado, você também tinha a cultura kawai as Lolita fashion, meninas que se vestiam como bonecas. A cultura do fofinho, só que é levado à forma de arte. E o mais doido é que quase ninguém julgava isso. Você andava do jeito que você quisesse. E a sociedade japonesa, apesar de ser conhecida por ser muito rígida e tudo mais, simplesmente aceitava, pelo menos nas áreas mais jovens ali do Japão. Harajuku era um laboratório desse tipo de pessoa. Era onde essas tendências de moda nasciam. Você tem revistas da época do início dos anos 2000 ali, como a revista Fruits, que documentavam tudo isso. Era uma passarela de pessoas de jeitos completamente diferentes. Embora o Japão mantenha até hoje com uma certa liberdade e muita gente não liga muito pro que você veste, nessa época isso daqui era uma mudança muito drástica, era romper com o sistema de fato. Ir às compras nessa época era passeio de fim de semana, era um evento familiar também em muitos casos. As lojas departamento eram palácios, vários andares, cada um dedicado a algo diferente: roupas, eletrônicos, brinquedos, comida, arte. Você não era só cliente, você era convidado. Cada produto era apresentado com muito cuidado e cada distrito do Japão tinha sua própria personalidade. A Kirabara para tecnologia, tibuya para pessoas mais jovens, Guinza para luxo, Tinuku para praticamente tudo. Produtos importados que antes eram impossíveis, agora eram acessíveis. Marcas europeias de luxo estavam abrindo lojas no Japão. O mundo todo tava chegando ao Japão e o Japão tinha dinheiro para comprar. Transporte eficiente e confortável. O trem bala japonês não era novidade nos anos 80, mas ele com certeza estava no seu auge. E de Tóquio a Ossaca em 3 horas parecia mágica. O metrô de Tóquio tava em constante expansão, tinha novas linhas sendo criadas, novas estações, muito mais conectividade. A cidade estava crescendo e a infraestrutura tava acompanhando tudo isso e tinha sensação de segurança. Mobilidade era liberdade e o Japão tava aperfeiçoando isso a cada dia. Comunidades e festivais. Só que por trás de toda essa modernidade que a gente tá falando aqui ao longo do vídeo tinha algo que permanecia vivo. Os matsuri, os festivais de baile, tradições de séculos acontecendo no meio de uma metrópole futurista e todo mundo participava. Yaksoba, acoqui, algodão doce, jogos de pescaria, tambores, taiko ecoando. Você tinha três gerações inteiras juntas celebrando. Um respeito múlto, o jovem com cabelo colorido ajudando a senhora a atravessar. A tecnologia não tinha matado a humanidade. Existia um orgulho em fazer parte daquilo, mas não era um nacionalismo agressivo. Era uma sensação de que todos construíram aquilo juntos e que tava ficando bom. comunidade nessa época ainda significava alguma coisa. Mas sabe o que de fato unia tudo isso? O que que tornava tudo isso especial? A sensação de que o futuro seria melhor do que o presente. O Japão parecia est dominando o mundo economicamente, tecnologicamente, culturalmente. E não era arrogância, era confiança no trabalho deles. As pessoas faziam planos de longo prazo porque confiavam no amanhã. Empresas investiam pesado em pesquisa porque sabiam que o futuro seria delas. O futuro não assustava o Japão. O futuro empogava. Cada prédio novo, cada produto lançado, cada música tocando no rádio, tudo isso apontava para cima. Mas, infelizmente, a gente sabe como essa história termina, né? E talvez seja por isso que a gente olha para trás com essa saudade estranha. Talvez a mesma coisa tenha acontecido com os nossos países. Então, por que que a gente não consegue superar os anos 80 e 90? Não é só uma nostalgia boba, não é só uma estética bonitinha. É porque parece que existe algo de verdade ali, uma espécie de energia coletiva, um otimismo que a gente não vê mais. Foi uma época em que as coisas de alguma forma fizeram sentido. Trabalho duro tinha recompensa, a comunidade tinha valor, o futuro tinha uma promessa. É difícil você não olhar pro mundo hoje em dia tão individualizado, tão ansioso, incerto e não senti que a gente perdeu algo muito importante no caminho. O Japão dos anos 80 e 90 não era perfeito. Ele tinha problemas, tinha suas sombras, assim como os anos 80 e 90 nossos países também tinham. Mas ali tem algo que a gente não consegue recriar, a sensação de est vivendo um momento especial, de fazer parte de algo único na história. A gente não consegue sentir isso hoje em dia. E talvez essa época nunca volte mesmo. Mas a gente pode aprender bastante coisa com ela. Lembrar que conexão real de pessoas ainda importa, comunidade importa e otimismo baseado em ação coletiva, nosso trabalho também importa. Talvez nós só não tenhamos chegado ainda no momento certo, no momento em que a nossa geração vai se sentir de fato especial, vai sentir que a gente tá construindo algo que é novo na história. Talvez só não seja o nosso momento ainda. Obrigado por viajar comigo aí até a era de ouro do Japão. Se você curtiu, deixa o like aí, se inscreve no canal. Esse daqui foi um vídeo bem diferente. Eu queria comentar sobre esses assuntos. Me veio a ideia de fazer sobre isso daí. Se você acha interessante esse tipo de vídeo mais reflexivo ou de viagem no tempo, comenta embaixo também, comenta sua opinião sobre tudo isso. A gente vai conversar aqui nos comentários. Muito obrigado novamente e a gente se vê no próximo vídeo.

Japão dos Anos 80-90 – A Era de Ouro Que Nunca Voltou…

Nesse vídeo eu falo sobre a saudade estranha e a nostalgia que os anos 80 e 90 do Japão nos dão, mesmo que não tenhamos vivido essa época. Por que sentimos isso? Como que as pessoas viviam nessa época? E muito mais…

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#rotaasiatica #dorama #japão

21 Comments

  1. Comparando às épocas anteriores, apesar das evoluções em todos os campos da humanidade, como o mundo , a sociedade está cada vez mais chata e idiotizada….hoje só se fala em controle social, novas pandemias e doenças, vigilância…inseguranças em todos os campos da vida…..às vezes penso que eu deveria ter nascido uns 70 anos antes….e caminhamos para um mundo "Orweleano" … nunca fomos perfeitos…mas…, que pena, a sociedade se perdeu…!!!

  2. A pior coisa que o ser humano criou foi o celular (smartphone atual). Depois que isso se espalhou a humanidade no geral simplesmente degenerou. E é ainda pior que drogas, pois é socialmente aceito dar isso para uma criança. Nem culpo tanto as redes sociais. Na época do orkut as pessoas ainda tinham vida, conexão, senso de realidade e crítico. Mas depois que o mundo virou um tablete de alguns centímetros nas mãos das pessoas, parece que a realidade se desmanchou. Ou melhor, as pessoas se desconectaram da realidade. Você não vê mais ninguém na rua olhando para frente, pessoas conversando sem a cada dez segundos olhar para a tela do celular. Muitas viciadas em conteúdos vazios, escorregando o dedo na tela sem objetivo algum. E daí será para pior. Não imagino nada de bom para o futuro humano, infelizmente.

  3. Foi o Japão de 90' e começo de 2000' que me impressionava, tanto a tecnologia e a moda. Meus tios sempre traziam coisas legais do Japão, p eu e meus primos, eram coisas q me impressionavam. Hoje vendo como está o Japão, meio q aquele fascínio morreu e aquela vontade de ir p viajar/morar tbm foi embora. Tudo q me deixava em êxtase, passou, morreu

  4. Essa euforia não era só no Japão, no Brasil também foi uma época mágica e inigualável. Nasci em 77 e peguei parte dos anos 80 e peguei toda a década de 90. Hoje só tem lixo, as melhores décadas já se foram.

  5. Cara, que vídeo bacana! Voltei no tempo. Vou fazer 50 anos, nunca fui para o Japão, mas cresci vendo essa cultura do Japão a época dos tokusatsus final dos anos 80, me lembro quando comprei meu primeiro Walkman. Era ostentação pura ponto final que coisa louca cara

    Hoje em dia, tudo que é consumido de die entretenimento vem dos Estados unidos, mas nos anos 80, anos 90, me lembro que o Japão estava emergindo como superpotência também. Foi quando eu conheci os jogos de fliperamas em bares, vizinhos meus tinham também vídeo games como aquele Bem antigo da Atari, logo depois veio Mega Drive, um amigo meu comprou e nós fazíamos fila para jogar na casa dele. Logo veio Super Nintendo, aqui na cidade que eu moro um rapaz abriu no centro da cidade uma casa com várias televisões e vários videogames do Super Nintendo para jogarmos, Esse foi o pioneiro das Lan Houses. Que saudades dessa época.

  6. Belo vídeo fera!
    Infelizmente esse Japão atual não me agrada. Além das moças se vestindo de gato, e fazendo voz infantil irritante. Muitas animações genéricas, aparenta ser um país muito influenciado pelo ocidente, perdendo um pouco do seu brilho.

  7. O Japão é praticamente um boss e um chefão extremamente quase impossível de tão avançado e tecnológico ele foi kkkkkkkkkk cara tem um DJ japones que me deu gosto gigante o nome é DJ Krush e teve rappers que colaboraram com DJ Krush pra umas músicas brabas e lindas.

  8. Naquela época tinha sua juventude.
    E que não volta mais.
    Imagino que toda pessoa que nasce vai sentir o mesmo pela sua própria infância.
    Mas nossa geração se distingue um pouco da de nossos pais, pois crescemos sem o terror da guerra fria. Em uma era relativamente mais segura, muitas promessas foram feitas.
    Mas a realidade é que, sem os riscos externos, mega corporações tiveram caminho livre para crescer, se apoderar das nações e cultura, e acabar transformando a realidade na forma que elas desejaram, e não na forma que seria melhor para os demais.
    Muito foi prometido, mas mudaram de ideia na hora de cumprir a promessa

  9. Anos 80 foi melhor para todos. Fui pré-adolescente e adolescente nessa década. Vivíamos na mudança entre o analógico e o digital. Tudo era uma novidade. Os anos 2000 era um futuro tão distante que achávamos mágico. Doce ilusão.

  10. O sentimento de otimismo e esperança morreu para nossa geração e para a próxima. Estagnação industrial (as inovações pararam para dar espaço para o agro), 3 crises financeiras do sistema ocidental, extremismo político e alienação religiosa… Isso tudo aniquilou e ainda vai aniquilar muita da perspectiva de crescimento do próximo século. Único lugar onde você vê esperança e otimismo somado ao constante avanço tecológico, melhoria de vida e construção de identidade futurista é na China.

  11. sempre que assisto animes dessa época, e Tokusatsu, me vem um sentimento de saudade e nostalgia, mesmo eu tendo nascido em 2002., também escuto músicas e o sentimento é o mesmo.

  12. 21:55 essa parte que vc falou foi muito profunda. Houve uma mudança de perspectiva, onde as barreiras sociais, econômicas, políticas, etc. eram desmistificadas e desmoronadas ao invés de alicerçadas. Aí nesse caso sim eu consigo dizer que era um processo mais saudável de "desconstrução". O que era valorizado era a comunidade, como vc falou. O bem comum com vista à prosperidade. A ideia de um futuro mais humanitário, evoluído, unido e solidário. Hoje vivenciamos o completo oposto: o mesmo Japão que possui agora uma das taxas mais elevadas de suicídio no mundo, custo de vida elevado em uma economia incerta onde a exploração se perpetua, desconstruções tóxicas (no sentido de decadência moral e do espírito humano), egoísmo (confinamento egóico) e a esperança, que antes vista como uma real possibilidade de prosperidade humana, agora está sombria e distante.

  13. Os computadores, o iphone e a própria interferência direta americana no japão pra conter esse domínio econômico fizeram com que o país ficasse estagnado de certa forma. Mas foram tempos incríveis, mesmo estando aqui do outro lado do mundo.