Japão sobe juros depois de 30 anos
Olá, aqui Paulo Gala. Comentário rápido sobre o alta de juros no Japão para 0,75 ontem. Eh, foi uma alta boa até no sentido de que a turma esperava mais sinalização de que os juros já iriam para 1%, né? Uma expectativa do que a gente chama de uma rock e hike, né? Que em que o Banco Central aumenta e sinaliza que vai aumentar mais, né? E não foi, ele aumentou e deixou a porta aberta. é a maior taxa desde 1995, 30, máxima de 30 anos. Lembra que a inflação no Japão tá correndo em 3% no cheio, no cor um pouquinho abaixo, 2.5, 2.6, que para Japão é muita coisa, né? Acabou aquele período da deflação japonesa. Também houve uma desvalorização de mais de 50% do Yen, né? Lembra que o IEN até pouco tempo atrás era 100 yens por dólar, foi para 150 y por dólar, né? Durante a pandemia. O BLJ foi o único BC que não subiu juros. Ele provocou uma desvalorização brutal da moeda japonesa com isso, né? Ficou eh ficou para trás, né, do do movimento do do Bank of England, né, do Banco Central Europeu, do Fed, e somada a inflação mundial, né, eh, essa desvalorização do Japão, né, finalmente trouxe inflação pro Japão e tá aí a alta, né, já em 0,75. A gente sabe que a moeda japonesa é funding para as outras moedas no mundo de carry trade, né? Então o pessoal toma dívida em que é barata, paga 05 ao ano, né, ou 0,75 ou 1% ao ano e aplica em países como o Brasil e outros lugares, né? Então eh para pro Brasil é ruim isso, né? Porque corta um pouco o funding de de carry trade, né? De de fluxo de capital para cá. Por outro lado, o Fed eh deve cortar mais ano que vem, talvez até em janeiro, depois do CPI ontem, que veio bem abaixo do esperado, 2.7, tem uma discussão de que com Shadow pode ter havido problemas ali na captura de dados, enfim, tem algum ruído nisso, mas o fato é que o número veio bem baixo, né, bem abaixo do esperado. Então, se tem a má notícia do do Japão, né, os, por exemplo, os juros de 2 anos do Japão já tão romperam romperam 1%, acima de 1%, né, ou 2 anos. Se tem essa má notícia, tem a boa notícia de que o Fed eh acho que deve continuar cortando juros o ano que vem, né? para Brasil. Destacaria o a entrevista coletiva do BC ontem no no RPM, relatório de política monetária, o Gabriel Galipolo, presidente do BC e do Diogo Guilen. Eh, e acho que tem novidades ali na conversa, né? Pelo menos para mim não tava tão claro que a porta de janeiro tá aberta para cortes de juros. Então, é possível sim que venha um corte em janeiro, né? Obviamente que nada tá decidido, mas a frase do Gabriel Galiplo sempre tem umas tiradas geniais, né? Ele falou que não tem nem seta dada, nem porta fechada. Ou seja, eh, o BC não sabe ainda o que ele vai fazer, ele vai decidir em janeiro. Não tem Ford Guidance nenhum, né? Ele explicou direitinho essa ideia de que o BC da Ford Guidance quando ele considera que ele vai ganhar mais, já meio que telegrafando o que ele vai fazer em relação às incertezas do que pode vir, né? Mas quando ele tem a sensação de que o que pode vir são notícias que vão agregar na decisão dele, ele prefere não fazer forward guidance, né? Então a gente eh não tem for guidance, ou seja, é possível simar um corte em janeiro. Eu acho que não vem em janeiro, eu acho que vem em março ou abril, mas depois da conversa de ontem, eh, ficou claro que tá na mesa, né? Eh, no na entrevista coletiva do tanto do n palavras do do Guil quanto do Galípolo. Dá para dá para ver isso. Tem tá no site do YouTube do BC, dá para entrar lá e ver. Eh, e o relatório de política monetária também bem interessante, né, que traz essa esse quadro mais eh resumido, né, do que tá acontecendo com a economia brasileira, que é basicamente o que eu tenho falado aqui todos os dias, né? tem uma moderação de atividade. O mercado de trabalho ainda tá resiliente, a inflação de serviços ainda preocupa, mas tem boas notícias de inflação, né? A gente tem visto boas notícias de inflação e a novidade agora é que as previsões começam a apontar para 3.2% de inflação no final de 2027 e 2028 na meta em 3%. Claro que, né, estamos falando de uma vida aí de 2 anos de prisão de inflação, tem tem muita incerteza, mas o fato é que nos modelos do BC a inflação começa a aparecer na dentro da meta, né, no ou próximo, bem próximo da meta, ao redor da meta, como a gente diz, no horizonte relevante. Então, eu acho que eh são boas notícias. O BC também anunciando leilões de câmbio. Nesse final de ano, sempre é um um contexto mais estressado, né, de remessa, de dividendo, de lucros. Então o PC voltou a atuar também no mercado de câmbio. É isso.
O Despertar dos juros no Japão: Um Aumento de Juros Histórico com um Toque de Cautela
O principal evento internacional da semana veio do Japão, que elevou sua taxa de juros para 0,75%. Este é um marco histórico, representando a maior taxa no país desde 1995 – um recorde de quase 30 anos.
Este movimento foi uma resposta direta ao cenário inflacionário japonês. A inflação no país está em torno de 3%, um nível consideravelmente alto para seus padrões históricos, impulsionada em grande parte pela desvalorização de mais de 50% do iene, sua moeda local. Essa queda no valor da moeda tornou os produtos importados mais caros, gerando o que os economistas chamam de “inflação importada”.
A grande surpresa, no entanto, não foi o aumento em si, mas o tom adotado pelo banco central. O mercado esperava uma sinalização mais agressiva (hawkish), indicando que os juros continuariam subindo rapidamente para 1%. Em vez disso, a autoridade monetária japonesa foi mais cautelosa e, nas palavras do mercado, “deixou a porta aberta”, sem se comprometer com altas futuras imediatas. Como reflexo dessa nova realidade, os juros dos títulos públicos japoneses de 2 anos já ultrapassaram a barreira de 1%, um sinal claro de que o mercado está precificando um custo de capital mais alto no país.
Para o Brasil, este movimento tem um impacto direto através do chamado carry trade. Nessa estratégia, investidores tomam dinheiro emprestado em países com juros baixos (como o Japão era) e aplicam em mercados que pagam juros altos, como o Brasil. O aumento dos juros no Japão torna essa operação menos atraente, o que é uma notícia “ruim” para o Brasil, pois tende a diminuir o fluxo de capital estrangeiro que entra no país por meio dessa via.
texto completo aqui: https://www.paulogala.com.br/3-sinais-importantes-dos-bancos-centrais-e-o-que-eles-significam-para-o-brasil/
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2 Comments
É o fim do Japão ! Juros de 1% 😮
Mas o brasuca não chega ao fim com 15%…
Não fica pior para os EUA se financiarem com essa diferença menor entre os juros do BOJ e do FED?