Mulheres, sociabilidade capitalista e saúde mental
Aguardando pronto iniciamos estamos ao vivo Boa tarde hoje com a 12ª palestra do curso de extensão introdução ao feminismo organizado e realizado pelo núcleo interdisciplinar de pesquisa e extensão sociologia da saúde nips nós temos três espectadores ao vivo daqui a pouco chega mais gente ah eu tava com o do
O canal do nips aberto lá no YouTube liguei Pronto ah antes de apresentar a nossa convidada de hoje a ael Eu gostaria de falar para vocês eu não sei se eu vou conseguir apresentar mas eu vou tentar vou compartilhar aqui a tela né uma janela aqui achei Quer compartilhar essa ação
Grevista da UESP como um todo né que é foi intitulada Dou meu sangue pela UESP né a comunidade uespi em greve fortalecendo estoque de do emop né o estoque de sangue do emop no carnaval né E também divulgando fevereiro laranja né devido à necessidade de doação de sangue
Então quem é de Parnaíba procurar o emop e dizer que está no na campanha de arrecadação promovida pela comunidade uspiana em greve amanhã em Teresina Ah o horário marcado para as pessoas irem doar no emop na Rua Primeiro de Maio lá no centro é às 9 horas mas vocês
Podem quem quiser ir hoje pode ir hoje quem quiser amanhã pode ir amanhã mas quem quiser ir só na outra semana o importante é doar né especialmente nós da comunidade asiana claro que há pessoas que não podem doar né mas ah a o importante é a a a iniciativa e
Que aqueles que podem né Realmente doem e quem não pode ajudar na divulgação né Eu não posso eu sou fui premiada com duas doenças autoimunes e elas são impeditivas né H quase 16 é uns 16 anos atrás fui tentar me cadastrar no redome que é
O como é que eu posso dizer é o Cadastro Nacional para doadores de medula óp e eu fui recusada não posso ser doadora né mas estou aqui ajudando na na divulgação como uma das atividades grevistas da comunidade uspiana né E mais uma vez eu vou tocar no assunto eu tava até aqui
Eh contando para iael né o nosso caso da greve mais de um mês de greve nada de negociação né deix falara que a gente tá vivendo a questão de terr psicológico e ela ainda acrescentou não só psicológico material também porque o nosso salário foi sequestrado essa é a palavra certa é
Um sequestro do salário porque o governador exigiu né a a como é que a gente fala esqueci a palavra o resgate né O Resgate seria o fim da greve né se a gente acabasse com a greve imediatamente o salário seria devolvido né mas é isso mas e aqui o o
Curso de extensão introdução ao feminismo também é uma atividade grevista né começamos lá na primeira semana né final da primeira semana começou a segunda semana de Janeiro e vamos até Março Ah já vou adiantando a vocês que na próxima semana devido ao carnaval Vamos dar um recesso Não teremos atividades mas depois do
Carnaval Voltaremos com a nossa com a nossa programação E hoje nós temos a 12ª palestra mulheres sociabilidade capitalista e saúde mental com a professora Dora eh iael de Souza ela é Doutora em educação pela Unicamp mestre em Ciências Sociais pela Unesp graduada em Ciências Sociais pela antiga Fundação Santo André ela é
Concursada pela Universidade Federal do Piauí Mas hoje ela tá na Federal do Ceará exercendo cargo de professora né A Ah eu não sei se isso aqui tá atualizado direitinho que hoje ela tá no Ceará então exercendo cargo de professora adjunta tendo assumido entrado em exercício em 14 de janeiro de 2010 é
Membro do Núcleo de Estudos e pesquisa em educação e emancipação humana ah da Universidade Federal do Piauí membro do núcleo de estudo trabalho saúde e subjetividade da Unicamp Faculdade de Educação estudo e pesquisa ismo leninismo trabalho estado política transição comunista cooperativismo conselhos organização Popular luta de classes trabalhadores do
Mundo unir-vos ontologia educação e emancipação humana ael ela é simplesmente incrível e não é porque é minha amiga não porque ela realmente é uma profissional incrível super ativa super atuante uma energia alta astral maravilhosa ela é ligada no 220 se convidar ela tem uma bateria de energia
Nuclear e é isso é um prazer muito grata ael muito grata mesmo por ter aceito ela sempre aceita os convites e ael ó o evento do aaps vai ser adiado E você continua convidada viu C A gente vai realizar e se você quiser vir em fevereiro para cá passar uns dias pode
Vir você sabe que a nossa casa é sua casa também Eu acho que eu vou aí para ajudar vocês a organizar essa greve vamos vamos revidar esse esse terror psicológico e material É sim precisa ocupar a oesp minha filha tem que fazer ocupação o problema aqui da ocupação em Parnaíba é que a
Universidade Campus tá em greve só tem pó Ah para tudo que é lado que é uma outra é uma outra problemática para realizar o evento agora em em Fevereiro eu vou dar aula de estágio amanhã debaixo de uma árvore Pé de Manga que deve ser mais que
A gente fez sexta-feira passada Então a gente vai fazer isso amanhã que provavelmente vai ser mais confortável e evitar ter acesso assim contato com muito pó Né É complicado viu bom mas né Vamos lá agora pois eu vou sair aqui vou deixar contigo a a fala tá bom tá ótimo Lu agradeço eu
Quero agradecê-la a lour já saiu então boa tarde para todes as pessoas que estão aqui as que depois né vão poder assistir que não está no momento e eu que fico muito grata por ser convidada para participar dessa reflexão dessa conversa tempestiva né que eu falei para lures vamos fazer conversas tempestivas
Que essas tempestades né Essas tensões essas provocações são elas que fazem nós reavaliarmos tanto As Nossas ações os nossos princípios para que a gente tenha cada vez maior consciência e precisão do nosso caminhar e da nossa luta né das nossas ações O que é preciso de fato fazer para haver uma transformação
Radical da realidade eh então agradeço a a a por lembrar né de mim e me trazer aqui para discutir com vocês como a Lurdes falou um pouquinho da minha formação eu sou da Ciências Sociais mas eu tenho pé na educação e eh dialogo né com a história
Com a sociologia com a antropologia com a psicologia e tenho como além dos grupos de estudo e de pesquisa acompanho muito o canal da Rita Von rch impo drag né o Guilherme que é é a Rita O Jones Manuel que é uma figuraça gosto muito dele acompanha o
Trabalho dele o o João Carvalho do assim disse o João a Sabrina Fernandes ela tinha o tese 11 hoje são outras pessoas mas quando era da Sabrina era muito bom muito bacana o ópera mund com Breno altman nas suas entrevistas né os 20 minutos com o brenos que nunca são 20
São 40 1 hora né com o Breno a TVT trabalhadores que também traz muita coisa interessante A Carta Capital Então são através desses veículos né a TV boitempo com conversas impertinência a professora Virgínia Fontes o café bolchevique com o professor Mauro Luiz I Então esses canais esses
Sites eles dialogam M conosco né nos ajudam a pensar a problematizar e a entender essa realidade e patológica do capitalismo tardio dessa fase neoliberal do capital e como ela nos afeta a todos todas e todes né também o o Christian dunker né que tem o canal dele eh e que fez
Recentemente aí com a Rita vonita no Ian e esse livro né o neoliberalismo como gestão do sofrimento psíquico que é do Christian dunker o Vladimir safatle e o Nelson da Silva Júnior né um livro muito bom que eu vou tá utilizando hoje na nossa discussão dentre outros livros né o da Angela
Davis mulheres raça e classe eh o do engels né a origem da família da propriedade privada e do Estado o filme Coringa justamente para falar sobre essa questão de saúde mental eh e aí pensando na nossa temática né Ela é uma temática muito Ampla E ela tá bem generalista no título mulheres
Sociabilidade capitalista e saúde mental quando a gente fala de mulheres né A Simone Bovo em 1949 ela escreve o livro livro segundo sexo então Simone bovis francesa né Eh feminista escreve o livro segundo sexo e ela tem uma uma frase emblemática né que ela diz assim não se nasce mulher torna-se
E na verdade não se nasce negro torna-se não se nasce homem torna-se então a gente não nasce sendo nada nós nos tornamos sempre e esse nos tornar significa que é através de relações estabelecidas num determinado tempo histórico e esse tempo histórico ele tem valores que o guiam né que o
Significam e valores pensamentos ideias modo de vida que é organizado por quem essa é a grande pergunta então quando a gente vai falar de mulheres né mulheres é um conceito e uma criação uma convenção que na verdade vai aparecer em algum momento da história mas se a gente pegar inicialmente os primeiros agrupamentos
Dos seres humanos dos seres sociais humanos né O que que nós temos né você não tem um homem mulher né mas você tem O quê você tem aqueles seres né naturais que estão se transformando em seres naturais sociais e que não há diferenciação né entre homem e mulher entre masculino feminino
Né mas são comuns né são pessoas né são seres naturais sociais né que estão em transição para sociais e não há desigualdade não há diferença né Eh as mulheres né eu vou colocar mulheres entre aspas o trabalho delas é um trabalho social produtivo reconhecido como importante pra vida da
Comunidade as crianças também né Eh particip desta vida da comunidade tem um livro do anib pon estado desculpa educação e classe sociais an p o primeiro capítulo desse livro é maravilhoso né onde ele vai falar das das Comunidades sociedades né originais né E aí essas sociedades originais Justamente esse processo e ele
Fala né Então olha não há n uma divisão do trabalho ali há uma divisão do trabalho por habilidades das pessoas né Então essa este ser né que a gente denomina mulher está ali é reconhecida como importante seu trabalho é um trabalho socialmente produtivo e importantíssimo pra vida em comunidade a
Partir de que momento que isso se quebra essa vida comunal se ebra né eh e e o anib pon coloca isso no livro é muito bacana ele diz assim a partir do momento que o trabalho os instrumentos de trabalho são muito rudimentares então Aqueles que estão produzindo alimento passam o dia né
Preparando a terra Semeando e perde-se muito tempo com aquilo e não tem como fazer outras atividades então eles acabar distribuindo Essas atividades e algumas pessoas ficaram responsáveis por administrar né por guardar os alimentos por fazer a distribuição e essas pessoas inicialmente elas tinham funções sociais importantes pra comunidade só que com o
Passar do tempo elas viram que elas estavam no lugar privilegiado que elas tinham um controle sobre a comunidade sobre a vida da comunidade e percebendo isso né essa vantagem que elas tinha que elas tinham elas vão se servir dessa vontagem E aí o que que elas fazem né A
Primeira coisa que elas fazem é transformar a a transmissão daquele conhecimento que era gerado pela comunidade num num em rituais para transferir esse conhecimento né E esse conhecimento Então você tem uma divisão do Social do conhecimento né que não vai ser mais todos vão ter acesso né E eles começam a
Privilegiar seus parentes né amigos quem são próximos E aí há um processo então de diferenciação né e de desigualdade E aí eles passam a controlar também os meios de produção o conhecimento que é gerado né como ele vai ser distribuído como ele vai ser repassado e a partir
Partir daí né as mulheres entre aspas também vão ter eh O seu reconhecimento né Eh rebaixado por quê Porque elas passam a se submeter aos maridos não havia submissão antes mas elas passam a se submeter aos homens né e ficam presas a as atividades que são as atividades agora eh domés
Né não é mais da produção doméstica produção da vida né da comunidade Mas vai ficar presa a atividades restritas e submissa né aos homens então é aí que nasce né então o processo de dominação exploração expropriação for expro dos instrumentos de trabalho do controle do planejamento das decisões
Coletivas né e a partir disso você tem as opressões as várias formas de opressões E aí se a gente pega isso é o anib pon né então lá ele vai falar surgimento das classes sociais surgimento do estado e o engels né na origem da família da propriedade privada e do Estado ele
Também coloca né que é a partir justamente dessa divisão dessa Dominação e dessa visão né social do trabalho esse rebaixamento e submissão das mulheres aos homens né E aonde eh do matri da matr linearidade porque a a linha né era pelas mulheres né você passa pro P Patri
Alarid que é a contagem geracional pelos filhos né pelos homens justamente por quê Porque assim você tem os homens têm como saber quem são os seus filhos para garantir o direito de acumular os bens né então o direito de herança né acumular os bens Daí vem a monogamia né
Então a monogamia ter o controle a posse né o domínio sobre aquele corpo daquela mulher ela é sua propriedade né E aí você consegue acumular os bens e ter o direito Ito de herança né para conseguir acumular o capital e assim vão surgir as as famílias né ricas não nasce do nada
Vem de um acúmulo de geração o dinheiro né bom então quando fala desse tornarse então a gente vê que se torna justamente por quê Porque vai havendo mudanças nas relações de trabalho nas relações sociais entre os seres sociais eh h vai havendo desigualdades diferenciações e opressões que vão eh criando mecanismos de
Ideias ideologias para justificar aquele modo de vida e naturalizar aquele modo de vida né então a gente vê que mulher a conceituação de mulher a gente não nasce mesmo mulher a gente nasce né Eh um ser que pelas suas características é designado como humano é classificado como humano parte do gênero
Humano mas esse essa ideia né de até de sexo masculino feminino isso só é eh classificado a partir do século XV né o feminino e o masculino associado ao sexo biológico óg dos indivíduos é só no século XV e se a gente for parar para pensar caramba
Século XV né já que é é um mundo eurocêntrico é é a época do renascimento da do avanço né da da ciência do cientificismo né da biologia e outras ciências então a questão do sexo né masculino feminino surge né a partir do século XV e esse masculino feminino não é pela
Genitália tá porque até o século XVI era o modelo era unissex né porque se acreditava até o século XVII né que tanto homens quanto mulheres tinham o o a a igualdade sexual o órgão a A única diferença é que o órgão da mulher era interno ao corpo o do homem era externo
Mas o da mulher era interno né então você tem eh até o o final né do século XVI essa ideia do modelo unissex né e por isso que gênero a ideia de gênero né que o pessoal hoje USA eh ela é muito recente né ela ela vem o
Escrito da Simone Bovo o segundo sexo né E ó não é gênero né o segundo gênero o segundo sexo eh 1949 né então década de 40 entrando paraa década de 50 né que é um crescimento da da segunda onda aí né do movimento feminista segunda para terceira onda do movimento feminista e
A a bova quando ela fala o segundo sexo né então porque gênero quando a gente fala de gênero do latim e gên gênero é tipo é família né então quando eu falo gênero tô falando do nosso Somos Todos nós somos do gênero humano né da do homo
Né a espécie né do do homo então e do gênero humano né então todas as gerações se reconhecem como parte membro do gênero humano tá essa ideia que você tem hoje de gênero ela vem da década de 1960 70 para cá tá então é é bom a gente eh ir ir datando
Historicamente essas mudanças tá tanto é que eu eu não gosto muito de falar assim ah é uma questão de gênero né Eu sempre falo olha é uma questão de Sexo e Sexualidade né porque quando eu falo de gênero eu ainda conservo né Essa Ideia de gênero humano né que nos liga e nos
Classifica como parte né membro né da espécie humana tá então dando sequência eh as mulheres né Eh então acabam sendo rebaixadas nesse patriarcado né no regime patriarcal monogâmico E aí esse esse conceito de mulher portanto decorre dessa cristalização dessa divisão social do trabalho que é fruto justamente do quê
Dessa dominação né que passa a ser exercida por um ser humano em rela a outro ser humano em determinado momento da história eh e aí a só que quando a gente fala mulheres a mulher também é muito generalista né gente muito abstrato essa mulher a gente tem um chão histórico né mulher entre
Aspas são mulheres e essas mulheres Elas têm cor essas mulheres Elas têm eh condição de existência diferenciada porque na divisão social do trabalho desempenham funções sociais diferentes recebem salários diferentes o que lhes possibilita ter um tipo de vida e não outro tipo de vida e portanto acessar ou
Não acessar certas coisas né então quando a gente fala em mulheres a gente tem que sempre eh transpassar né a a as determinações reflexivas do ser mulher né e d se tornar-se mulher e das mulheres é que elas têm cores né Elas têm condição econômico
Social por isso que o o livro da Angela daves é mulheres raça e classe e o o o que é muito legal no livro da Angela Davis é que ela não vai falar de identidades mas ela vai falar das várias formas de opressões né porque na verdade é disso que se
Trata das variadas formas de opressões e a intensidade dessas opressões né isso O Jones Manuel trata disso muito bem a Sabrina Fernandes da tese 11 ela trata disso muito bem tá Portanto o que eu quero extrair lá do livro da Angela Davis a hora que a gente vai falar de mulheres e sociabilidade
Capitalista né Eu agora que eu tô ajuntando eu falei de mulheres agora mulheres e sociabilidade capitalista né Eh algo que eu quero tematizar é o capítulo 13 do livro da Angela Davis e nesse capítulo 13 do livro da Angela Davis eh a obsolescência das tarefas domésticas se aproxima uma perspectiva
Da classe trabalhadora né a Angela Davis ela vai tratar nesse capítulo 13 de algo que é muito caro a todas nós mulheres de todas as cores e de todas as condições sociais né que é justamente o que a gente chama hoje de tarefas domésticas tarefas domésticas que são naturalmente atribuídas às mulheres
Independente de cor Independente de de eh ser sexualidade Mas se tiver os três jeitos mulher né cabe a ela desempenhar as tarefas domésticas E aí nesse nessa parte a a Angela Davis e a lélia Gonzales que é brasileira feminista né mulher preta tá a lélia Gonzales também vai
Dizer o seguinte Olha quando a gente fala das tarefas domésticas e da mulheres né dessa opressão eh e naturalização da opressão das tarefas domésticas como papel exclusivo da mulher as essa essa expressão donas de casa elas surge né em 1950 1960 os anos dourados vai dizer a lélia González
Aonde as mulheres brancas da classe média foram taxadas né de donas do Lar né então é a dona do lar a dona de casa tá que é o papel Submisso e servil né da mulher e eu me lembro que tinha um ciado chamado a feiticeira que é da minha
Época né ela era bruxa casou com um mortal né E ela reprimia eh as suas bruxarias suas feitiçarias para ser uma mulher comum hum submissa ao marido e fazer todas as tarefas domésticas sem usar a magia né então a gente vê aí a submissão ela mesma né se oprimindo para dar conta
Daquele padrão de de dona do de casa do Lar né que é cultivado e Quanto isso a oprime e quem ela é né inviabilizando ela de ser o que ela é né eu na época que eu assistia Feiticeiro eu achava muito legal eu era criança depois que eu
Cresci que eu fui começar a pensar fi Jesus olha o que que é essa Feiticeira Deus me livre né bom Eh agora qual que é a diferença então entre as mulheres brancas e as mulheres pretas né as mulheres brancas de classe média elas ficaram dentro de casa com a
Revolução Industrial como nos diz a Angela Davis né porque a partir do momento que a indústria que a que a Maquin fatura substitui a produção doméstica que era feita pelo trabalho né no na familiar das famílias que então era a produção a economia doméstica onde o trabalho social produtivo das mulheres
Era essencial porque era elas que faziam o sabão era elas que faziam o tecido que tingiam né era para elas que faziam tudo né dentro da casa a manteiga o pão tudo eram as mulheres que faziam então elas elas eram importantes o trabalho delas eram importantes para o núcleo familiar
Né Eh só que com a Revolução Industrial acabou agora acabou para quem né com a Revolução Industrial aí vai dizer a Angela Davis acabou para as mulheres brancas da classe média mas para as mulheres pretas né que eram escravas ou mesmo que depois de Libertas continuaram vendendo né a sua
Força de trabalho para trabalhar na casa das mulheres brancas né Elas nunca tiveram esse problema né do de de se ver eh rebaixada de dano psicológico como tem as mulheres brancas né que perderam a sua importância que foram rebaixadas e e se submeteram aos homens né Eh as mulheres pretas não por
Quê Porque durante a escravidão né Elas na lida diária elas não t essas tarefas do lá né a elas estavam lá na plantação né na cana moendo as coisas junto com os homens e na verdade a tarefa doméstica para as mulheres escravas pretas era um momento de realização porque era feita
Ela e os os os companheiros ajudavam nesse processo né E era uma uma produção um trabalho deles social deles de realização deles ali que era para eles né então elas a diz a Angela Davis as mulheres pretas não passaram pelo dano psicológico das mulheres brancas né Eh agora essas mulheres brancas né e
O movimento feminista Inicial que é feito Como diz a lélia Gonzales né pelas mulheres brancas da classe média ou mulheres pretas também da classe média né num primeiro momento eh elas vão lutar por igualdade entre os homens mas elas não reconhecem que a as mulheres elas não são todas iguais que há essa
Especificidade de opressões né entre as mulheres e aí a gente para e fica pensando né Eh e eu também tá gente é autocrítica né hoje em dia eu tô morando num num apartamento pequeno né pequeno que eu digo assim eu falei não eu falei pro meu marido vamos comprar um apartamento mais
70 no máximo 80 m por quê porque né Eh dificilmente há essa Divisão das tarefas domésticas entre quem vive na casa né entre homens e mulheres Sobra para as mulheres porque nós vivemos nessa sociedade patriarcal machista que tem essa ideia que naturaliza as funções paraa mulher então
Eu falei chega cara porque eu não vou ficar pagando uma pessoa para me ajudar a fazer o serviço porque essa tarefa né deveria ser tarefa de quem está na casa que é manutenção Então tem que dividir entre todos né e eu acho muito legal que a Angela Davis né ela diz assim que
Quando os homens eh falam das tarefas domésticas né eles dizem assim que eles ajudam as suas companheiras quando eles as atividades de limpeza de manutenção da casa né esses homens falam que eles ajudam as companheiras não tem questão não ajudar né n não é ajuda eles caracterizam como
Ajuda e não é ajudar é fazer o que necessita ser feito para manutenção né e a Angela Davis pontua isso então Eh eu falei para ele assim ó eh eu quero uma casa pequena porque como sou eu que tenho que fazer a manutenção sozinha eu não vou contratar
Outra pessoa porque eu tô eu estou né ao contratar outra pessoa eu sou vista como o quê mulher branca vou colocar em eu tô colando entre aspas gente porque se a gente pegar esse cara aqui né O Alberto Guerreiro Ramos que é sociólogo um homem
Preto né Ele diz o seguinte e ele usa pretos e brancos mulheres e homens pretos e brancos entre aspas porque que que ele diz somos todos mestiços né porque aqui quem nasce no Brasil né é justamente essa mistura do indígena do europeu branco né Eh e dos africanos
Tá certo então nós somos mestiços né então eu me vejo como mestiço mas né Há o rótulo há essa rotulação do Branco Então vamos lá né você vai contratar pessoas geralmente Quais são as pessoas que vão fazer o serviço domésticos aquelas que não conseguir estudar não tem o grau de
Estudo para concorrer né A a outros outros vagas de trabalho e aí você acaba Então na verdade oprimindo né sendo opressora aí eu falei cara eu preciso parar com isso né Eh eu tenho que dar um jeito e a única forma de eu dar jeito sozinha é reduzir o tamanho do
Apartamento do lugar onde a gente mora Esse é o primeiro que a gente comprou né que era sempre alugado mas era grande né Não cara não dá não tá né Por quê Porque as tarefas domésticas são isso o Lening né Vladimir Lenin o Russo o nosso revolucionário comunista marxista ele
Diz e a Angela Davis também né a a ela vão colocar o quê pô a tarefa doméstica é invisível repetitiva exaustiva improdutiva e nada criativa cara né então não adianta Ah vamos repassar essas tarefas para os homens né Eh para que não seja só feminino exclusiva feminino pô vai continuar sendo
Opressiva tanto para homens quanto para mulheres né eh e aí a a o segredo que ninguém conta né que o que o sistema capitalista não conta e é isso que a que é o a grande sacada da Angela Davis nesse capítulo 13 né
Eh é o quê que hoje né Nós temos o nível de desenvolvimento tecnológico científico que nós temos é possível né que ela diz que é um segredo muito bem guardado então a possibilidade de revolucionar as tarefas domésticas né que que ela diz se a gente for pensar né em termos
Industriais né então termos tecnológicos científicos cara tem esses aspiradores eletrônicos né Mob spray robô vassoura aspirador agora olha o preço disso r$ 700 2000 e pouco é acessível para quem né isso ajuda né facilita diminui a quantidade de tempo que você gasta né que é um tempo de mortificação que não é
Nada produtivo né Eh mas ela vai além né ela diz o seguinte o que que é possível fazer é possível criar-se equipes bem treinadas e bem pagas de trabalhadores e trabalhadoras para ir de casa em casa operando máquinas de limpeza de alta tecnologia realizando o serviço de forma rápida e
Eficiente e com isso eliminando de uma vez por todas o serviço da dona de casa né que é árduo que é primitivo do balde do rodo da vassoura do pano né da bucha né só que isso significa a socialização das tarefas domésticas e uma socialização que só é possível com subs
Subsídio governamental ou seja o estado teria que investir nisso óbvio que isso não vai acontecer né minha gente a a a UESP tá em greve por quê há uma precarização cortes dos gastos sociais isso aqui é um gasto social eh que se tornou hoje uma necessidade
Porque a a maioria das mulheres né Elas estão também empregadas ou melhor né subempregadas arrendadas né exploradas Aí sendo exploradas e tem e tendo né que se vender para ajudar né a a a na subsistência então a socialização das tarefas domésticas é uma necessidade principalmente para paraas
Mulheres de todas as cores da classe trabalhadora assalariada né só que não é interesse né do Estado fazer isso mas isso mostra o quê que as tarefas domésticas elas poderiam né Eh ser industrializadas socializadas e as mulheres né deveriam ter portanto outros tipos de trabalho essa seria a principal luta trabalhos
Dignos pras mulheres né Eh e creches né crescimento geométrico das creches e outra coisa que é atribuído às mulheres que não deve ser só das mulheres Mas socializado pela pela sociedade como um todo o cuidado né de pessoas com deficiência pessoas dependentes idosos né isso deveria ser socializado também
Né eh só que isso acaba recaindo sobre as mulheres e aí o que que a gente vê né Eh se a gente pegar dados de sensos nós vamos ver que a quantidade de mulheres é maior né do que de homens então nós somos maioria planetária por isso que
Muitas vezes o pessoal fala assim as as mulheres é que vão fazer a revolução né Nós somos maioria planetária e e principalmente né as mulheres negras pretas pretas né Eh e com a pandemia esse essas opressões das mulheres ela ficou ainda mais evidenciada né nós tivemos aí a revista
Lancelot que publicou né Eh vários dados aí durante a pandemia eh do do quanto as mulheres estavam sofrendo com a com as atividades né acumulando atividades com cuidado com as crianças cuidado da casa cuidado de idosos cuidado de pessoas com alguma deficiência né que eh elas foram sobrecarregadas né então elas entraram
Em esgotamento físico e mental muitas mulheres né Eh então a gente vê que das várias opressões geradas por esse sistema que a gente vive essas opressões acabam se intensificando ainda mais sobre as mulheres justamente e a e as mulheres e principalmente da cor das as mulheres pretas né porque as brancas ainda que
Sofram esse sofrimento não é tão intenso porque a nossa sociedade capitalista a o racismo é estrutural está na estrutura da sociedade né então a cor da pele né acaba eh alterando a forma de tratamento das pessoas né Eh a forma de como essas pessoas têm acesso ou não as coisas né
Isso é uma verdade incontestável irrefutável então por isso que que o racismo é estrutural é parte dessa estrutura né E até da hierarquia da divisão social do trabalho está em todo lugar né só que o grande problema ainda que as mulheres das várias cores e as mulheres imigrantes que mesmo sendo brancas né
Eh por serem Imigrantes estão é é a outra forma de n por isso que eu tô falando das opressões Então as mulheres Imigrantes também né Elas nunca conseguem ser dolar porque elas são primeiramente trabalhadoras assalariadas e a casa delas fica em segundo plano Assim como para as mulheres pretas
Né então a gente vê que e as opressões todas essas a gente precisa combater a raiz que causa essas variadas opress e não ficar disputando quem sofre mais quem sofre menos quem é mais Oprimido quem é menos Oprimido não a gente tem que lutar para acabar com todas as
Formas de opressão essa tem que ser a nossa luta né agora o grande problema é que nós estamos numa fase deste modo de vida capitalista que é o capital né então que a gente chama do capitalismo tardio então o capital financeirizado a produção da riqueza ela
Já não se dá mais na produção industrial só tão somente mas ela se dá através da especulação né dinheiro que faz dinheiro então a financeirização da economia por isso que a gente assiste nos países do sul desde a década final da década de 80 início de 90 um processo de
Desindustrialização que tem mais de quatro décadas né então um processo de desindustrialização e centralização dessa produção industrial nos países centrais que investem em pesquisa e desenvolvimento científico tecnológico né então esses países acabam são grandes plataformas de exportação da produção industrial pro mundo então a gente vê
Japão China né e e outros tá E o restante né nessa desindustrialização quantas pessoas perdem emprego por isso que se fala Desde da década de 1970 que é a reestruturação produtiva que é justamente esse processo de financier iação da economia né então reestruturação produtiva automação industrial gera no mundo o desemprego estrutural esse
Desemprego estrutural as pessoas fica cada vez mais difícil conseguir emprego do mercado formal de trabalho e o que que era o mercado formal de trabalho o mercado formal de trabalho aonde você tem carteira assinada você tem fé né você tem dias de descanso para recompor né a força o desgaste
Né físico mental né então o mercado formal de trabalho ele vai se reduzindo cada vez mais né exigindo altas qualificações e vai crescendo o desemprego estrutural com o processo de iação crescimento do setor de serviços e Comércio né Eh fecha indústria e abre shopping né então é é isso né vai fechando a
Indústria e Vai Abrindo Shopping Então nesse processo a gente vai ter o crescimento do mercado informal de trabalho e aí você não precisa de trabalho qualificado é trabalho simples não qualificado é com o básico o essencial né E aí a gente vai tendo cada vez mais né a década de 90
2000 2010 2020 esses nesses nessas décadas né e no século X principalmente então a gente chega no momento que é a fase neoliberal do sistema capitalista nessa fase financeirizada flexibilizada de trabalho onde né como não tem o desemprego é alto as pessoas não têm mais um como planejar a sua vida
Não tem mais carreira vive-se na insegurança Na incerteza na instabilidade as pessoas estão desamparadas totalmente desamparadas e isso causa angústia isso causa ansiedade é por isso que o o Christian dunker né o safatle né nesse livro aqui neoliberalismo como gestão né do sofrimento psíquico vai dizer que o neoliberalismo ele gera e g
Ele ele ele gesta e Gere no sentido de administrar o sofrimento psíquico né Por quê Porque se a gente pegar dados e eu trouxe esses dados aqui para nós né da Organização Mundial da Saúde nós vamos ver que no na última revisão mundial sobre saúde mental feita pela Organização Mundial da
Saúde e que foi divulgado numa notícia no dia 17 de junho de 2022 né eles dizem o seguinte olha os dados tá em 2019 quase 1 bilhão de pessoas incluindo 14% dos Adolescentes do mundo viviam com um transtorno mental 1 bilhão de pessoas em 2019 14% adolescentes o suicídio foi responsável
Por mais de um em cada 100 mortes e 58% dos suicídios ocorreram antes dos 50 anos de idade mas não para aí presta atenção nos dados pessoas com condições graves de saúde mental morreram em média 10 a 20 anos mais cedo do que a população em geral principalmente devido a doenças físicas evitáveis
Desigualdades sociais e econômicas emergências de saúde pública guerra e crise climática estão entre as ameaças estruturais globais a saúde mental a depressão e a ansiedade aumentaram mais de 25% apenas no primeiro ano da pandemia em todos os países são as pessoas mais pobres e desfavorecidas que corre maior risco de problema de saúde
Mental e que também são as menos propensas a receber serviços adequados para a depressão as lacunas na cobertura do serviço são amplas em todos os países que fazem parte da Organização Mundial da Saúde São 190 países mesmo em países de alta renda 1/3 das pessoas com depressão recebe cuidados formais de saúde mental
Paliativo mais de 300 milhões de pessoas sofrem com depressão em todo o mundo isso foi divulgado em 2022 mas são dados de 2019 que foi a a maior revisão mundial sobre saúde mental agora esses dados que a gente tá vendo né essa preocupação todo mundo falando de saúde mental né
Por que que isso tá acontecendo gente é é é é uma consequência dessa fase neoliberal do modo de vida capitalista ele iria produzir meso mes né os problemas de saúde mental tanto é que a Organização Mundial de Saúde né ela ela criou um plano integral de saúde mental 2013 a
2030 2013 a 2030 Olha aí gente de longo prazo porque sabe que esse é o efeito colateral do processo do quê de financeirização da economia de flexibilização do mundo do trabalho e quando eu falo de flexibilização do mundo do trabalho não há mais mercado formal não há mais empregos com carreira
Com carteira o que nós temos é a pejotização que que é pessoas jurídicas abrindo firmas né Pagando os impostos pagando a Previdência Privada a Uber que é o empreendedor de si Então essa situação de flexibilidade de portanto de precarização de uma situação que já é precária do Trabalhador
Assalariado e e aqui eu quero ressaltar uma coisa que é legal né quando a gente fala de precariedade e precarização precariedade Minha gente é ao modo de produção capitalista porque que é a precariedade é a exclusão a expropriação de todos nós dos meios de produção dos instrumentos de trabalho do controle do
Planejamento da produção social isso já nos torna né precários e mostra que o trabalho desenvolvido no modo de de vida capitalista né a precariedade é inerente a ele é inseparável dele agora a precarização é a o aprofundamento da precariedade é isso que a gente tá vivendo por isso que o
Pessoal fala é a barbárie é a barbárie barbárie social né É isso que a gente tá vivendo e aí o neoliberalismo como vai dizer o safatle Né o o dunker Né o dun eh ele vai gestar e gerir administrar esse sofrimento psíquico responsabilizando os próprios indivíduos e os
Culpabilizando por sua doença Olha que interessante né então os indivíduos os indivíduos é que devem por isso que investir em si né É É se planejar é empreender é buscar individualmente você tem que sobreviver né Eh contra os outros então é um processo de individuação do sofrimento só que é um sofrimento que
Tem causa social só que isso é camuflado e jogam para nós como nós não conseguimos por incompetência Nossa então nós temos que buscar desenvolver habilidades competências para ter atratividade ao mercado né sermos atrativos e isso vai a gente vai vivendo eh sem conseguir planejar futuro né então vivendo dessa incerteza e
Alimentando em nós a ansiedade e há sempre cobrança né E essa cobrança de metas de maior produtividade fazer certo da primeira vez e isso vai gerando uma uma situação né de de de estress né por isso que é o burot Né o bot acaba se generalizando
Burot gente que é esse esse stress né causado por atividades de alta responsabilidade onde as pessoas decidem vidas né né a vida dos outros isto era muito comum a síndrome de bournot eh na área de saúde médicos enfermeiros só que Bur se generalizou para todas as profissões hoje né então a gente tá
Vivendo um um um momento desse modo de vida né Eh aonde o mal né Eh a gente vive numa sociedade doente só que se encobre que essa doença ela tem causa social mas eles tentam transferir para os indivíduos o gerenciamento do sofrimento causado por esse modo de vida é isso que
A gente tá vivendo hoje e como eu falei para vocês se isso já pesa para todo o ser humano né Nós mulheres né das diversas cores em diversas ações e condições econômicos sociais né as Imigrantes as as as ribeirinhas as quilombolas né as várias mulheres né nas
Suas várias condições e lugares né isso tem um peso né ainda maior né então Eh outros dados aqui que mostram isso a a Associação Nacional de Medicina do Trabalho é uma publicação de uma notícia também pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho de 2019 de agosto
De 2019 né E ela diz que a os problemas de saúde mental têm se tornado comuns no mundo todo E aí ela vai destacando né alguns pontos então a ela diz a Associação Nacional de Medicina do Trabalho diz o seguinte ansiedade hoje atinge mais de
260 milhões de pessoas então o que que é ansiedade naturalizou a ansiedade é algo natural 86% dos brasileiros sofrem com algum transtorno mental como ansiedade e depressão gente 86% dos brasileiros e brasileiras cerca de 32% dos trabalhadores brasileiros e brasileiras sofrem com efeito do stress que é um dos
Principais sinais da síndrome de Bur 49% dos idad brasileiros né já tiveram crise de ansiedade 49% já tiveram crise 44% dizem ter sofrido esgotamento mental devido a estress profissional outra notícia também de 2021 mais recente né da borp que que coloca pra gente olha depressão é a
Doença do do século XX né é a depressão o Mark fiser no livro Realismo capitalista é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo né A grande preocupação dele é justamente com esse desemprego estrutural com com essa flexibilização do mundo do trabalho com a
Precarização das condições de salário e de vida da imensa maioria da população Mundial que faz parte dos trabalhadores e trabalhadoras assalariados né Ele diz o que a gente mais vê né é a a questão da depressão crescendo as pessoas se entupindo de remédio é remédio para acordar remédio para dormir remédio para
Se manter acordado depois que acorda né remédio para controlar a ansiedade o o Mark fiser nesse livro ele relata que ele foi professor dos alunos dele né E nós eu sou professora também pô eu tenho alunas de 21 anos que tomam 10 comprimidos por dia eu falo meu Deus 21
Anos tomando 10 comprimido eu vou fazer 50 eu tomo dois né mas tá tomando 10 comprimido então na Olha como a gente gerencia né o sofrimento pelos fármacos nós nós tivemos um bum da produção dos fármacos né as farmácias estão faturando minha gente vocês sabem
Qual é a profissão que vai que que vai ter maior crescimento eh paraas duas próximas décadas adivinha vocês sabe né psicólogo e psiquiatra que olha aí ó nó vamos fazer psicologia né psic psiquiatria psic vai vai se dar bem né porque as pessoas vão precisar de
Cuidado porque esse mundo é é a gestão da doença né é a gestão do sofrimento eh e aí né outros dados aqui eh 63 das pessoas têm ansiedade Severa 37 são vítimas de estresse 59 tem quadro depressivo gente é é é seu continuar lendo os os as caracterizações os as estatísticas
Aqui é para chorar né Nós estamos nos matando né esse esse modo de vida como diz o Steven narus que é um filósofo Húngaro que já faleceu né ele tem um livro que chama produção destrutiva estado capitalista bom essa produção é uma produção destrutiva que produz destruindo né porque o a natureza tem
Recursos a maioria dos recursos é finito só que a produção a acumulação capitalista é infinita né E ela precisa cada vez extrair mais e não tem mundos para isso é um mundo só que já deu também o que tinha que dar né tá em crise nós estamos
Morrendo só que a gente tá morrendo aos poucos e dependendo da condição Econômica não sente que tá morrendo né A morte vem mais devagar Então não sente tanto né dependendo da onde você tá na hierarquia social né então A grande questão Eu acho que eu
Já falei demais né A lures não tá me cortando não tá me me me controlando Eu acho que eu preciso eh me encaminhar né pro pro final né mas eh e tentando aqui me encaminhar né pro final eh esse processo de individuação né que que culpabiliza responsabiliza tudo individo né então é
Um sofrimento individual com causa social mas vai tudo pro indivíduo e os indivíduos estão numa luta de todos contra todos né vamos lembrar do Robes né a guerra de todos contra todos toos e todo mundo é descartável obsoleto eh num mundo flexível se você não tem mais vitalidade você deve ser descartado e
Substituído as pessoas já não se importam né com as outras não existe mais solidariedade é a corrosão do caráter né o livro do Richard sen então o que que acontece e e e isso isso que é que mata né cada vez mais né Eh nós estamos caindo num processo de
Esvaziamento interior de negação de sentimentos e valores humanos e a gente tá perdendo a noção de pertencimento à própria espécie humana Cara isso isso é incrível a gente não consegue se ver como membro como parte do gênero humano da espécie humana né o outro a alteridade né Isso é da
Boca para fora é fingimento então o o as pessoas fingem para si mesmas por isso que o safat ele tem aquele livro que é maravilhoso né sobre o cinismo da Razão ou a razão cínica né é isso é um fingimento para nós mesmos né e e e a gente a gente tá
Eh adoecendo né muito com isso por isso que eu falei para vocês que eu queria falar do filme O Coringa né Eu não sei quem já assistiu esse filme Quem não assistiu ainda assista né que esse filme é maravilhoso e o Coringa é interessante
Que aí é um indivíduo e a gente vai ver o sofrimento desse indivíduo então a questão individual particular só que esse indivíduo não tá solto né Ele tá num num determinado tempo Histórico Vivendo um contexto social econômico político cultural né tanto é que quando começa o filme tem uma greve
De lixo por quê tem cortes dos gastos sociais do Estado eh pela a política de privatizações isso é o neoliberalismo né então Eh tá tá fazendo a greve os lixos estão se acumulando né então a gente vê as consequências do do sistema capitalista tá tendo revolta rebelião o pessoal tá
Tá saindo na rua entrando em supermercado Então tá tá um Rebu na cidade né E aí o o coringa a gente vê o sofrimento de uma pessoa que tem um distúrbio mental ele tem o transtorno da expressão emocional involuntária né o riso involuntário que ele não consegue
Controlar mas ele se trata só que ele se trata aonde ele se trata como uma assistência social do Estado então é uma política pública né e é interessante que ele toma ele toma sete remédios né Eh e ele vai para passar com a com a assistente né Aí
Ele conta como ele pergunta como você tá mas ela nem olha para ele né Aí ele vai falando tal ela não não presta muita atenção nele né e ele diz para ela assim que ele Apesar dele tomar é medicação controlada são sete comprimidos que ele
Toma né Eh e é a forma dele reprimir o quê o ódio né dele o ressentimento dele a raiva dele então ele controla ele vai controlando isso com os remédios né então o lado sombra dele o lado reprimido né é vigiado via medicação controlada e só que ele diz para ela se
Ela pode aumentar a dose de remédio que ele ela falou mas cara você já toma sed comprimido aí ele fala assim mas eu não quero mais me sentir tão mal né então ele quer que ela aumente a quantidade de remédio para ele não se sentir tão mal
Né E e aí ele diz né ele tem um ele o sonho dele eh ser comediante né tanto é que ele trabalha como palhaço e ele tem um caderninho que ele anota né os o as coisas que ele sente piadas né que ele pensa né em em em fazer tal num num talk
Show né só que no caderno dele eh a gente vê que diariamente ele convive com pensamentos negativos né com a a a sensação de Ser Invisível pros outros o sofrimento dele não é visto né então o isolamento mal-estar então ele convive com com essas sensações diariamente então ele se sente Oprimido
Pela sua condição de saúde né E aí ele escreve no caderninho dele a pior parte de ter uma doença mental é que as pessoas esperam que você se porte como se não tivesse né então ele se esforça de maneira sobrehumana para aparentar ter uma vida
Normal só que com isso ele é engolido né Ele é quebrado ele é pisoteado ele é esmagado a ponto de enxergar saída na barbária que é quando né ele ele se transforma no Coringa que é uma um processo de transformação é o Artur que vai se transformar no Coringa né então é
A revolta dele só que é uma revolta do indivíduo né não é coletiva né então individualmente ele se revolta como ele não tira a própria vida ele até tem momentos do filme que ele põe o revólver né que vai se matar mas ele resolve não se matar não se suicidar
Por aquele estado de Sofrimento que ele tá vivendo Mas como que ele ele revida isso se transformando no Coringa né A perversidade então ele vai dar o troco sendo perverso né Essa é a forma que ele faz e e lembra muito Cica né que ele vai se transformando em uma coisa uma barata
Gigante né a gente descobre que a barata depois né Mas é isso você vai se metaforizando né é o ovo de serpente de de fora para dentro que ele quebra né eh e e e esse de fora para dentro justamente por por essas várias determinações sociais né que que estão
Ali ó atirando sobre ele né eh e e eu acho que o momento mais culminante desse filme tem várias cenas maravilhosas mas a cena em que ele é convidado para ir no talk show do Murray que é ele é fã desse cara foi um sonho sempre foi um sonho
Dele estar nesse programa vocês vão entender por que ele é chamado pro programa assistindo o filme não vou contar o filme aqui não dá tempo né E aí ele é entrevistado pelo muray né E aí nessa entrevista Olha eu eu tirei um trecho da entrevista né Eu quero ler
Aqui para vocês e olha o que ele fala olha a Lucidez deste aparente louco né ele diz assim eu não tenho mais nada a perder nada mais pode me machucar minha vida não passa de uma comédia por quê Porque o sofrimento de uns é entretenimento para outros né aí o entrevistador deixa-me entender
Acha que matar aqueles caras tem graça porque ele matou dois caras dentro de um trem abala eu acho eu estou cansado de fazer de conta que não é a comédia é subjetiva mar não é o que dizem todos vocês o sistema que sabe tanto vocês decidem o
Que é certo ou errado assim como vocês decidem O que é engraçado ou não é aí o entrevistador pois bem acho que eu poderia deduzir então que você começou um movimento para se tornar um símbolo Qual é muray parece o tipo de palhaço que começaria movimento matei aqueles caras porque eles eram horríveis
Todo mundo é horrível hoje em dia só isso já faz qualquer um enlouquecer Ah então é isso Você está louco é sua desculpa para matar três jovens não eles nem sabiam cantar para poder se salvar aí a plateia vaia né Aí ele vira pra plateia Por que todo mundo se abala por
Causa deles Se fosse eu morrendo na calçada passariam por cima passo todo dia por vocês e não me notam mas e esses caras só porque Thomas Way chorou por eles na TV thas um empresário dono de uma grande empresa e esses três caras trabalhavam na empresa do brucio Way
Três mirab tadinhas de colarinho branco aí o entrevistador você tem um problema com o Thomas Way sim eu tenho você já viu como é lá fora mur alguma vez você sai de verdade do estúdio todas as pessoas só berram e gritam umas com as outras ninguém mais é civilizado ninguém
Pensa como está no lugar da outra pessoa acha que homens como Thomas Way se perguntam como é ser alguém como eu ser alguém senão eles mesmos não se perguntam eles acham que vamos ficar quietinhos e aguentar tudo como bons meninos sem reagir sem perder o controle
Aí o humor tá puto você terminou digo é muito Piedade tá inventando desculpa para ter matado aqueles três jovens nem todo mundo eu te garanto que nem todo mundo é horrível você é horrível eu eu sou horrível Ah é por que que eu sou horrível mostrando meu vídeo
Convidando-me para o programa você só queria debochar de mim você é igualzinho a todos eles você não sabe nada sobre mim amigo olha que houve por causa do que você fez estão acontecendo motins há dois policiais de estado crítico você ri está rindo uma pessoa morreu hoje por causa do que você
Fez eu sei que tal outra piada não chega de suas piadas o que recebe chega quando cruza um Solitário doente mental com uma sociedade que o abandona e o trata que nem lixo vou te dizer você recebe o que merece ele levanta e dá dois tiros na cabeça do apresentador em rede nacional
Olha que cena fantástica Olha a conversa que eles têm né é isso nós estamos num vivendo um modo de vida que nos adoece aonde a gente trabalha dentro de casa agora com as tecnologias né você não tem mais tempo de família tem um outro filme maravilhoso que é você não estava aqui
Né Eh tanto você não estava aqui quanto Coringa os dois eu publiquei eh um ensaio sobre eles tá o do você não estava aqui tá na revista da Unicamp eu esqueci o nome da revista e sobre o coringa tá no Instituto humanitas Unisinos no cadernos ideias eh da do
Instituto humanista Unisinos Então quem quiser se aprofundar mais entender melhor também né os próprios filmes a discussão pode est lendo esses dois ensaios e a E aí a gente para né e fala caramba meu que situação que a gente tá vivendo né e e qual a saída como lutar
Contra isso porque a gente tá se destruindo alguns mais rápido outros menos dependendo dessa hierarquia dessa condição social Econômica né mas a gente tá rumando rumando mesmo pro abismo e já estamos caindo nele né só que ele não tem fim então o que que a gente pode
Fazer né eu eu trouxe aqui uma fala do Mark fiser para finalizar nesse livro Realismo capitalista né E tem algo que ele diz ali que ele fala assim abre aspas que é o Mark Fisher falando Se quisermos avançar se a gente quiser ir além desse modo de vida
Se a gente quiser retomar o controle da nossa vida nas nossas mãos a gente tá obrigado a gente é obrigado a redescobrir o desejo de ganhar e a confiança de que podemos ganhar E para isso nós precisamos de coordenação de diversos grupos recursos e desejos qualquer realidade é provisória
Plástica sujeita a transformação por meio do desejo coletivo o desejo pelo futuro poderia exercer mais atração libidinal do que a revolta na ordem e A grande questão é que hoje a maioria de nós não pensa mais no futuro o neoliberalismo fez nos tornarmos presenti voltados para o imediato agora
Ou aqui porque não tem futuro né É tudo inseguro é tudo incerto e com isso a gente perdeu a imaginação política e política de decidir de tomar as rédias de nos posicionar e gritar e é isso que a gente precisa come a fazer né É por aí
Né o caminho porque apesar de todo desencantamento do mundo né desse processo de finalização de flexibilização de precarização de sofrimento individualizado com causa só que tem causa social né A gente só vai conseguir superar o absurdo que as nossas vidas se transformaram né se a gente conseguir compreender a raiz do problema
E nos organizarmos para atacar Raiz e não as consquências dele né porque a gente não pode aceitar a saída do Coringa que é a perversidade né a nossa saída também não é o suicídio né a nossa saída né tem que ser Justamente a luta a mobilização a organização a
Solidariedade e solidariedade de classe né e classe no sentido da classe que tem cor sim tem sexo né mas que toda essa Classe A Origem da opressão de toda ela né das várias opressões é a mesma e é essa causa que a gente tem que combater
Se a gente não começar a se organizar para fazer isso nas universidades através dos projetos de extensão da pesquisa que tem que se transformar em extensão né nas escolas através de não só de aulas mas de atividades com as com a comunidade fora do muro da escola né ligar os
Adolescentes com essas comunidades com essas lutas para que a gente possa cada vez mais ter força né nos aros para que o desejo Pulse seja pulsão de vida né e não pulsão de morte né Como diz Freud mas pulsão de vida né para que a gente consa construir vida e vida em
Abundância para todos e todas porque nós temos todas as condições todo o conhecimento toda a tecnologia está à disposição nós precisamos nos reapropriar dela e colocar a serviço da humanidade de fato e não de uma minoria uma ínfima minoria né de parte da humanidade que se diz representar a
Humanidade mas não a representa de modo algum é isso que a gente precisa fazer bom gente é isso eu não sei né se eu consegui eh atender as expectativas eh Se eu conseguir eh dizer o que vocês gostariam de ter ouvido mas ainda que não é o que vocês gostariam de ter
Ouvido é o que eu pude dizer nesse momento e eu espero que a partir da aí a gente possa ir problematizando né analisando e mais do que isso de problematizar analisar organizando ações para combater isso e mais do que isso né ir além dessa forma desse modo de vida que é uma um
Modo de vida que elimina e extingue a própria vida voltando aqui ai não super superou Muitíssimo obrigada iael você falando gente eu começo a a refletir né eu assisti o cor o coringa eu concordo com a tua análise né e [Música] a além das dos meus comentários que são
Comentários só mesmo assim de das coisas que você ah falou né a gente e a e da Rebeca né quando você fala né da questão que não há divisão dos serviços né dentro de casa né ah e ela colocou real eu coloquei super hiper Ultra mega real né
Ah e sempre sobra sempre sobra só pras mulheres né os homens eles ficam se eximindo não é ajuda eu acho isso muito legal Angela Davis coloca né ah eu ajudo as minhas companheiras né que ajuda meu filho né é aprender a fazer né e fazer o
Que tem que ser feito Bem feito porque é uma questão de manutenção físico-biológica entendeu é isso né ah as brigas aqui em casa são fenomenais é tamb ai e outra coisa que você falou que também é muito pertinente a tecnologia tá aí já temos muitas máquinas que facilitam bastante a vida de Quem
Realiza os trabalhos domésticos mas a grande maioria não tem acesso a essas máquinas vai comprar uma máquina de lavar louças né porque comida quem cuida de tá ali nos serviços domésticos faz comida quase que diariamente suja muita louça louça tem uma uma fonte interminável de louça né você termina
Você pensa que terminou já tá lá uma pilha enorme uma máquina de lavar louças é no mínimo 2500 para cima né então quem é que tem condições de assim condições de comprar uma máquina de lavar louças de lavar roupa um aspirador robô né e outras máquinas que estão ali para
Facilitar justamente e outra né luí Eu eu acho muito legal quando a Davis diz assim olha é possível socializar as tarefas domésticas né e Só que essa social exige subsídio estatal e olha que interessante que ela fala tem que ser para os trabalhadores e trabalhadoras bem equipados com máquinas sofisticadas e muito bem
Pagos né Muito bem pagos né eh e aí a gente vai pensar em outras eh funções outros trabalhos lixeiro né de o o o de recolher o lixo Quanto quanto eles recebem né E se a gente for pensar eh a ela vai colocar também assim tem um
Movimento das mulheres que defende o quê que as tarefas eh do Lar as tarefas domésticas sejam remuneradas a mulher que só desempenha que é dona seja remunerada aí a a Davis faz a seguinte colocação escuta o fato de você remunerar para fazer o trabalho vai fazer com que essas mulheres
Que estão fazendo isso se sintam menos oprimidas se sintam menos loucas porque tem Fal vou enlouquecer de ficar dentro de casa né se sintam menos louc vai deixar de enlouquecer vai deixar de se sentir mal né improdutiva né Por quê Porque são serviços repetitivos invisíveis né não produtivos né invisível que ninguém vê
Você LM mas ninguém dá ninguém dá valor ninguém vê nada né então quando ela fala isso pô É possível socializar Esse é o segredo um segredo que ninguém conta e o que o estado não vai falar agora imagina né que o estado vai fazer isso se já é corte
Neoliberalismo é corte em todos os gastos sociais né saúde educação imagina que ele vai querer mais um gasto né social certo e aí a a Davis fala em vez de você falar de remuneração para PR as mulheres né na verdade você tem que criar condições para que essas mulheres se
Organizem e exijam trabalhos dignos né para as mulheres na sociedade capitalista enquanto a gente está na sociedade capitalista né E ela fala a única forma é as mulheres saindo de casa ela vai falar assim não é que a linha de ela ela dá o exemplo a linha de produção
Liberta é um trabalho que é mais libertária do que a pia da cozinha ela vai falar Não não é são formas de opressões diferenciadas só que Veja a grande o o o grande salto aí é que o trabalho do Lar doméstico é privado estar no no comércio estar na indústria
Estar fora de casa você está num trabalho que você com mais pessoas trabalhando então não é privado é socializado e você vai entrar em contato com outras pessoas e aí você vai poder se organizar com essas pessoas em coletivo não individualmente né que a gente precisa dos coletivos para poder
Ter visibilidade paraas coisas e ela diz e aí essas mulheres vão poder ser organizar junto com as outras mulheres das outras cores né em outras situações né e com os seus irmãos homens Tá certo para o quê para reivindicar para lutar contra o capital monopolista que é ele o grande opressor
Né e é isso por isso que eu falei eh a gente tem que parar também com essa ideia Ah eu sou mais Oprimido não você é mais Oprimido do que eu cara todos nós as intensidades vão mudar mas A grande questão é que a gente tem que acabar com a origem das opressões
Né é issso que a gente tem que que que que que canalizar a nossa força Nossa energia para isso porque olha o o Lourdes tem gente que às vezes fala ah mas não é seu lugar de fala eu quero morrer quando vira e fala isso para mim né Ai não é seu lugar
De fala Eh aí eu meu O que que você entende por lugar de fala fala só quem quem vive só quem vive pode falar escuta e quem estuda pesquisa se debruça sobre isso e se apropria dessas vivências e experiências de outros não pode falar do lugar da episteme da teoria do
Conhecimento só pode falar do lugar da Sofia né e da Sofia que é da vivência né não né quando falar lugar de fala não é proibitivo ao discurso não quem fala isso muito bem É a Rita Von hun né no canal do tempero Dr né lugar de fala e as confusões que se
Faz se eu não me engano é esse o título do vídeo dela né e é isso não é proibitivo é perguntar quem é essa pessoa de qual classe ela é né Qual a cor dela né agora eu por isso que eu falei branca branca vou pegar Guerreiro
Ramos e a é branca né Não pode falar num espaço que vai discutir as questões das pessoas pretas não ao contrário né Eu tô aqui porque eu reconheço sim que a sociedade capitalista o racismo é estrutural nela eu sei que eu tenho privilégios Tá certo agora é importante
Eu est aqui paraa gente não ficar só no lugar da Sofia na fala das vivências elas são importantes mas não basta só isso não pra gente mudar pra gente conseguir superar isso né E aí a minha filha a as discussões são terríveis tanto é que eu falo assim a a
Internacional comunista tem um trecho que ela fala assim eh paz entre nós guerra aos senhores só que hoje com essas eh identitários né os movimentos identitários se transformou em guerra entre nós e paz para os senhores Minha gente eu também penso eu concordo né é porque e guerra entre nós
Quem entre nós que deveríamos ser camaradas Como diz a jodin a questão de nos unirmos em prol de da nossa luta que é uma luta coletiva aí a gente tá se desagregando ficando cada vez mais impotentes nos isolando em grupos e nichos sim terrível terrível então
Pessoa branca não pode ah tem que você vem aqui vai para escutar então escuta mas não para falar entendeu gente que é isso né aí aí isso aí você você tem o que uma discriminação né as pessoas estão se discriminando você o conhecimento precisa da pluralidade gente justamente
Precisa el assim é umbilical essa relação justamente mas aí a gente vê Lourdes aquilo que eu tava falando né Essa sociedade Nossa essa questão o próprio as políticas identitárias elas vão individualizando né as causas né tudo que a gente vê a lógica do neoliberalismo é isso mesmo é fragmentar fazer as
Individualiza individualização do sofrimento mental individual é individualizar tudo um eterno tornasse né Pois é mulher e aí Ness chegar lugar nenhum aí nesse processo né E aí me me vem à mente sempre a Susan George que eu até te falei desse livro dela do relatório Lugano né pela da editora boi
Tempo ela el diz assim que ela faz a crítica as políticas identitárias né E aí ela diz assim eh a hora que a gente dá um grito e fala assim as armas todos ninguém ouve porque tá todo mundo gritando um com o outro entendeu então o grito de pegar as armas
Todos para lutar pra gente conseguir ganhar ninguém ouve Então a gente vai ser massacrado estamos sendo é estamos sendo justamente estamos sendo estamos sendo né então assim e eh é o Salve se Quem Puder né por isso que a a jodin fala né É é é a lógica do sobrevivente né só que
O sobrevivente sobrevive por si mesmo não pode contar com o outro entendeu é isso o o o neoliberalismo ele é tão perverso que ele criou uma performance performance psíquica e moral de valores e sabe qual é o maior valor o maior conceito o homem empresa você tem que
Pensar como uma empresa você tem que ser uma empresa agir atuar se comportar com uma empresa né cálculo custo benefício né e agora é interessante que a empresa ela faz planejamento né E ela faz muitas vezes a longo prazo Só que não né o indivíduo tem que pensar no aqui agora
Né então não é tudo também não da empresa viu que perigoso né tem é o o imediato E com isso a gente não vê mais saída né Lourdes Então as pessoas não vê saída E aí sabe o que acontece estoura todo tipo de violência de perversidade é
O que a gente tá sofrendo né as várias formas de violência de um contra o outro é verbal né por isso por isso que tem assédio moral assédio se que lá é isso né então explodem as violências né mas Como diz la Titans o pulso ainda pulsa né apesar de tudo
Né Ai Que ótimo que maravilha eel Muitíssimo obrigada vou colocar aqui a lista de a lista de frequência para pessoal E aí a provavelmente a gente vai só realizar o insap o encontro de sócio atropologia política da saúde em janeiro porque esse ano é para ter um evento aqui na u é
É porque aqui tem que ter vai ter um evento aqui esse ano que é um evento interdisciplinar de Ciências Sociais e filosofia não se a gente ainda não sabe o o período né e a USP que tá em reforma e estamos nessa greve há mais de de um
Mês começou no dia 2 de Janeiro hoje o quê hoje é 8 de fevereiro tivemos corte de salário ainda não há conversa sobre a né o a devolução do salário eu te falei só vai ter conversa se houver pressão Por parte dos professores que tem e professores que
Tem que se organizar Cadê a organização de vocês né Alguém tem que puxar Lurdes puxe mulher pu o sindicato Eu acho que o comando da do sindicato Tá muito bom aqui em Parnaíba mas só aqui a questão é nem todo Professor tá indo né assim uma par sempre são os mesmos que vão
Manifestações sempre Ó dá uma ideia pro sindicato fala pro sindicato fazer uma uma dos professores e onde eles moram é sério isso Onde eles moram a gente não faz o pessoal da igreja Não faz aquelas Como que fala ai é que nem uma rarinha que vai de casa em casa como que chama
Mulh é é que nem aquelas processão que passa assim e Cristo cai pela primeira vez tem que tem né Cristo cai mulher faz isso faz uma procissão com panela ass para chamar o po fora luta né é isso Olha que criatividade legal ó Isso chamaria atenção da sociedade também né
Eu t faz como já tinha te falado estão fazendo aqui a campanha de doação de sangue até agora no grupo de mobilização só tem umas nove pessoas inscritas ideias sim lures ó você deu risada mas isso é legal Muler isso chama atenção é que me lembrou da minha época
De catequista de igreja essas coisas vai vamos PR luta vamos fazer Assembleia pode vir larga as cois aí é assim você não sab também era da igreja não sei se ainda é ou se já saiu mas era da Igreja Católica atuante participante n eu era
Só que eu era da época da teologia da libertação né então teologia da libertação com Marxismo né porque o Marxismo tava junto da teologia da libertação então minha filha e eu não sabia na época n que a teologia e os marxistas eram juntos Unidos ali então eu bebi sem saber o que
Eu tava bebendo entendeu né a teologia da libertação e Marxismo eu fui me encontrar com Marxismo Na graduação né em Ciências Sociais mas assim eu vivia o Marxismo sem saber que era o Marxismo né e e a gente fazia isso mesmo eh expulsava a tfp tradição família e
Propriedade né o pessoal da tfp do bairro né É a gente estava em reunião ei pessoal da tfp tá fazendo discurso aqui onde eles estão pegava os instrumentos e expulsava eles do bairro é isso né então isso é década de 80 né Lourdes então é é
A época que o pessoal ocupa rua né tá em marcha sai faz as coisas isso deixou né de ser feito a gente tem que começar a voltar a fazer isso cada vez mais né É isso aí mostrar estamos aqui estamos na ativa na luta is muito obrigada aos assim nós tivemos um
Público Fiel do começo ao fim de 12 pessoas 12 variou 12 13 pessoas chegamos a 1.17 mas é é a faixa mesmo que estamos tendo né uma coisa que eu acho engraçado eh inscritos tivemos mais de 140 aí na hora do vamos ver apenas 15 estão ativos assistindo aí
Depois que vai ter ali as visualizações que aí ultrapassa os 50 60 90 visualizações Mas é isso estamos fazendo nossa parte que é levar palavra legal agora eu pensei que ia ter interação com o pessoal é não tá tendo não tá infelizmente não está tendo muita interação eu pensei que eu pensei que
Ter é uma das coisas também que tá me deixando asse triste não estamos tendo muito ou quase nada É porque geralmente quando eu faço falo assim aindaa conversa tempestiva eu faço e faço pergunta e fico esperando a resposta entendeu a só que aí eu vi que não era
Assim você falou ah você vai falar eu falei Ah então não é então eu vou ter que falar né Eu eu achei que ia ter essa interação estamos tendo essa dificuldade eu não sei se em outros eventos estão tendo essa mesma dificuldade né tô percebendo uma que tá havendo uma
Mudança depois desse retorno ao presencial assim depois que a gente saiu do da fase mais calamitosa né da da pandemia eu tô vendo uma mudança de perfil assim de participação pelo menos nas que eu tenho né estado atuando perfil é qual qual é o perfil
Agora que que você vê de mudança é o perfil mais quieto perfil menos que assim que mais quieto não sei explicar mas só mais quieto né é Não sei o motivo assim porque que tá acontecendo isso né mas enfim vai pelo menos umas 14 pessoas ficaram aqui à tarde com a gente
Então agradecemos né Agradecemos muito agradecemos sim aí deixa eu passar aqui um recado eu a gente não tem certeza se amanhã a palestra de amanhã vai acontecer porque o computador da professora Fabiane quebrou caiu caiu quebrou e tá no conserto e ela ainda não recebeu retorno da assistência técnica
Né o gato dela derrubou computador com uma pedra eh gato gato é bichinho que essa peda aí o computador tá no conserto e elaa não tem certeza mas amanhã eu acho que até meio-dia a gente tem um um retorno E caso ela não possa apresentar amanhã porque a apresentação dela tá no
Computador né a gente eh Repassa a palestra para depois do Carnaval certo então é isso mas assim não tem nenhuma garantia nenhuma certeza absoluta de que não vai haver H possibilidade só vamos confirmar amanhã perto do meio-dia E aí eu vou encerrar a transmissão agradecer mais uma vez aí a
Elc né ela já esteve aqui na wesp outras em outras oportunidades né em outros tempos e eu espero que ela venha né na para proaps né a gente vai ter que remarcar devido ao contexto não muito favorável em que estamos Mas é isso então eu espero que amanhã a gente possa
Se encontrar novamente e vou encerrar a transmissão E aí você pode continuar aí só vou terminar encerrar a transmissão
Palestra 12 – Curso de extensão Introdução ao Feminismo (60h)
Com a profa. Dra. Iael Souza
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